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A Ilha do Amor - Sara Wood

Livro: A Ilha do Amor - Sara Wood Página 2

Autor - Fonte: Sara Wood

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...rusco, ele deixou Hong Kong esperando e olhou para sua secretária. Ela, nervosa, lhe dirigiu um sorriso. Como não era daqueles que misturava trabalho com prazer, ele encarou a situação com a frieza habitual e uma expressão distante nos olhos escuros. "Será que estava acontecendo novamente?", pensou ele friamente. E, se fosse o caso, por que as mulheres com as quais trabalhava sempre fantasiavam um romance com ele? Nem de longe ele as encorajava. — É apenas uma casa. Um investimento — disse ele. — Oh, é mais do que isso! É uma casa para uma família. — Fez-se uma pausa significativa durante a qual o seu nível de irritação aumentou em alguns graus. Como ele não fez nenhum comentário, Jane se apressou. — Embora precise de instalações melhores, o potencial está todo lá: salões enormes e arejados para dispor suas antiguidades e seus móveis. E o jardim dá no rio Saxe. — Se você está dizendo — interrompeu ele. Percebendo que logo teria que colocar um anúncio para contratar outra secretária particular, Zach atendeu ao telefone que tocava, comprou uma porção de apólices a um bom preço no mercado de Hong Kong e fechou um negócio lucrativo com ações de empresas públicas. — Você tem alguma idéia dos motivos que levaram a Sra. Tresanton a lhe deixar a casa no testamento? — ousou perguntar Jane depois de ele ter atendido a ligação. — Nenhum parente. Ninguém próximo — respondeu com seu jeito lacônico. Mas havia sido uma s...
rpresa e ele ainda não sabia por que Edith o favorecera. Eles vinham dirigindo por uma viela esburacada ao lado do rio, que parecia tão calmo e com o mesmo azul do céu. Lembrou-se, então, de que Edith falara ocasionalmente da sua beleza e vivia importunando-o para que aparecesse. Isso nunca aconteceu, é claro. Ela fora uma de suas boas clientes. Quase uma mãe. Sua boca se apertava num esforço de controlar a lembrança amarga da morte de sua própria mãe há dezessete anos, alguns meses depois de seu pai ter sofrido um derrame fatal. Ele tinha dezoito anos então, mas mal havia conhecido seus pais. Ambos trabalharam tanto para o seu aperfeiçoamento, que Zach acabou tendo que, desde os cinco anos, tomar conta de si próprio. Mas quando os dois morreram, ele passou subitamente a se sentir realmente sozinho no mundo. Talvez tenha sido por isso que ficara tão afeiçoado a Edith. Normalmente ele não criava intimidade com seus clientes, preferindo devotar-se à gerência de seus negócios. Mas Edith fora diferente. Embora lhe tivesse servido de mãe com constantes reprimendas relativas à sua agitada agenda de trabalho, ela também o fazia rir com seu jeito de ser estranho e excêntrico durante seus encontros mensais em Londres. E risadas eram uma coisa rara na sua vida de homem ocupado. — Espero que você goste da casa — disse Jane, enquanto estacionava seu Aston Martin amarelo numa área pequena de macadame ao lado do rio. – Só gostaria que você conferisse tudo, antes de me pedir para organizar toda a sua mudança. — Não há tempo. Estou certo de que você vai ocupar muito bem a casa — replicou de um jeito mordaz, enquanto pulava para fora do carro e olhava em volta em busca da mansão Tresanton. Para a sua surpresa, não havia nada a ser visto a não ser o rio calmo, uns patos pretos com bolhas brancas nas testas, grupos de árvores e arbustos numa ilha próxima e grandes extensões de campos não cultivados. — Onde fica? — perguntou ele, sentindo-se um estranho no ninho com seu terno alinhado e sua camisa violeta de última moda. Jane estava lutando para se manter equilibrada em cima de seus saltos altos, e estava igualmente deslocada, de blazer e saia apertada. Mais apertada do que o normal, como ele percebeu de repente. E. será que ela mostrara a fenda lateral antes? — Hã. a casa fica do outro lado da ponte. — Docemente ela apontou para a tábua estreita que ligava o banco à ilha. Zach ficou boquiaberto e colocou as mãos nas têmporas que palpitavam. — Do outro lado.? — Atônito, perguntou: — Você está me dizendo que a casa fica numa. ilha? — Zach! Você não leu a escritura? Mansão Tresanton e Ilha Tresanton. — Não! — olhou furioso. Como ela pôde pensar que este lugar era adequado? — É para isso que eu lhe pago: para identificar os pontos cruciais. E uma ilha é um ponto crucial, você não acha? Cadê a estrada que leva até lá? — vociferou. — Não há estrada — respo...
tudo, antes de me pedir para organizar toda a sua mudança. — Não há tempo. Estou certo de que você vai ocupar muito bem a casa — replicou de um jeito mordaz, enquanto pulava para fora do carro e olhava em volta em busca da mansão Tresanton. Para a sua surpresa, não havia nada a ser visto a não ser o rio calmo, uns patos pretos com bolhas brancas nas testas, grupos de árvores e arbustos numa ilha próxima e grandes extensões de campos não cultivados. — Onde fica? — perguntou ele, sentindo-se um estranho no ninho com seu terno alinhado e sua camisa violeta de última moda. Jane estava lutando para se manter equilibrada em cima de seus saltos altos, e estava igualmente deslocada, de blazer e saia apertada. Mais apertada do que o normal, como ele percebeu de repente. E. será que ela mostrara a fenda lateral antes? — Hã. a casa fica do outro lado da ponte. — Docemente ela apontou para a tábua estreita que ligava o banco à ilha. Zach ficou boquiaberto e colocou as mãos nas têmporas que palpitavam. — Do outro lado.? — Atônito, perguntou: — Você está me dizendo que a casa fica numa. ilha? — Zach! Você não leu a escritura? Mansão Tresanton e Ilha Tresanton. — Não! — olhou furioso. Como ela pôde pensar que este lugar era adequado? — É para isso que eu lhe pago: para identificar os pontos cruciais. E uma ilha é um ponto crucial, você não acha? Cadê a estrada que leva até lá? — vociferou. — Não há estrada — respondeu Jane em voz baixa. — Daqui em diante temos que andar. — Nós o quê.? Não estou acreditando! — resmungou. — Você acha que eu vou estacionar o meu Maserati aqui a céu aberto. para que seja pichado por qualquer desordeiro? — Não creio que essas coisas aconteçam por aqui. — respondeu Jane, ainda muito nervosa. — Isso acontece em tudo quanto é lugar! — resmungou Zach, já completamente desiludido com a casa de Edith. Dava para imaginar como seria ficar preso aqui, num dia úmido e invernal, com seu filho entediado, incapaz de andar direto de uma garagem anexa para o calor de uma casa acolhedora. Droga. E agora? Prometera uma casa com jardim para Sam. — Não posso ficar aqui. Vou ter que ir atrás de outra coisa — acrescentou. — Mas você não pode fazer isso, lembra-se? Zach suspirou. E se lembrou de uma exigência peculiar de Edith, que parecia um tanto maluca, mas que na época era aceitável: .deixo, para Zachariah Talent, minha casa com tudo o que tiver dentro, para que ele more nela por pelo menos um ano. Caso contrário ela deverá ser doada para a primeira pessoa que vir quando pôr os pés na ilha. Inacreditável. O leiteiro poderia acabar herdando um imóvel que vale dois milhões! Se houvesse um leiteiro neste fim de mundo desabitado, pensou com amargura. Ele não podia desapontar Sam. Mas não era exatamente isso que tinha em mente. Queria ficar perto de lanchonetes, cinemas e zoológicos. De que outra maneira poderia distrair...
ndeu Jane em voz baixa. — Daqui em diante temos que andar. — Nós o quê.? Não estou acreditando! — resmungou. — Você acha que eu vou estacionar o meu Maserati aqui a céu aberto. para que seja pichado por qualquer desordeiro? — Não creio que essas coisas aconteçam por aqui. — respondeu Jane, ainda muito nervosa. — Isso acontece em tudo quanto é lugar! — resmungou Zach, já completamente desiludido com a casa de Edith. Dava para imaginar como seria ficar preso aqui, num dia úmido e invernal, com seu filho entediado, incapaz de andar direto de uma garagem anexa para o calor de uma casa acolhedora. Droga. E agora? Prometera uma casa com jardim para Sam. — Não posso ficar aqui. Vou ter que ir atrás de outra coisa — acrescentou. — Mas você não pode fazer isso, lembra-se? Zach suspirou. E se lembrou de uma exigência peculiar de Edith, que parecia um tanto maluca, mas que na época era aceitável: .deixo, para Zachariah Talent, minha casa com tudo o que tiver dentro, para que ele more nela por pelo menos um ano. Caso contrário ela deverá ser doada para a primeira pessoa que vir quando pôr os pés na ilha. Inacreditável. O leiteiro poderia acabar herdando um imóvel que vale dois milhões! Se houvesse um leiteiro neste fim de mundo desabitado, pensou com amargura. Ele não podia desapontar Sam. Mas não era exatamente isso que tinha em mente. Queria ficar perto de lanchonetes, cinemas e zoológicos. De que outra maneira poderia distrair...

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Comentários:
Ju : Amei muito.....
minuche: uaua!!!!!!!!!!!!! amei.me cativou.muito linda mesmo..
JOANA: AMEIIII..
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