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A febre da paixão

Livro: A febre da paixão

Autor - Fonte: Anne Mather

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... Anne Mather Moonkshood (1972) CAPÍTULO I Estava nevando quando Melanie deixou Fort William. Os flocos miúdos e irrequietos de neve se grudavam ao vidro do carro, mantendo o limpador de pára-brisa muito ocupado. Mas agora os flocos eram grandes e macios, aparentemente imunes à ação dos limpadores, cobrindo o vidro do carro sem se derreterem, quase impedindo a visão. Melanie procurava dominar a sensação de pânico que a situação provocava nela, consolando-se com a idéia de que não devia estar longe de seu destino. Afinal, tinha passado há algum tempo a placa indicando o lago Cairnross e já devia ter rodado alguns quilômetros, apesar de só poder avançar muito devagar. Mas estava ficando escuro e, apesar de ainda ser muito cedo, Melanie achava tudo muito enervante. Mesmo assim recusava-se a admitir que Michael tivesse razão ao dizer que era uma bobagem irresponsável tentar ir sozinha de carro desde Londres até Cairnside, bem no meio de dezembro. Olhava agora atentamente para a tempestade de neve lá fora, tentando distinguir algum sinal de civilização naquela desolação. Devia haver alguma habitação por ali. Alguém haveria de viver naquele lugar distante e isolado, mesmo que fosse apenas um pastor ou camponês. Lembrou-se das histórias que tinha lido sobre as montanhas escocesas, as descrições da vida solitária dos trabalhadores daqueles vales isolados entre as encostas. Lembrou-se também dos casos de motoristas e alpinistas presos em seus carros por causa da neve e que acabavam sendo encontrados só muitos dias depois mortos de frio e de fome. Respirou fundo. Estava se deixando levar pela imaginação, pois não havia razão para pensar que ia ficar presa na tempestade de neve, uma vez que o carro continuava rodando em segurança. Mas uma outra idéia surgiu em sua mente, fazendo com que reduzisse a marcha quase involuntariamente. Depois que escurecesse havia o enorme perigo de sair da estrada sem perceber e acabar se e ...
fiando pelos pântanos, podendo até cair dentro de algum dos lagos. Como poderia distinguir os limites da estrada na escuridão, se tudo estava coberto de neve? Um minuto depois de ter pensado nisso, as rodas começaram a derrapar. Era inútil continuar acelerando, pois isso apenas afundaria mais as rodas na neve. Fechou o casaco até o queixo e enfiou o gorro de peies que eslava no banco a seu lado, desde que saíra de Londres no dia anterior. Abriu a porta e saiu do carro aquecido para a fúria gelada da nevasca. Por um momento aquele vento tão frio a deixou sem ar, mas ela não perdeu tempo tentando olhar ã sua volta, uma vez que a visibilidade se reduzia a poucos metros. Curvou-se e olhou as rodas de trás do carro. Os pneus estavam cobertos com uma grossa camada de neve e não se agarravam mais na superfície escorregadia. Endireitou o corpo, suspirando e arranjando o cabelo que caía no rosto por debaixo do gorro. Os flocos de neve derretiam assim que tocavam seu rosto. Que haveria de fazer? Não tinha idéia de onde estava. Era a primeira vez que vinha à Escócia, e o fato de estar sozinha tomava tudo pior. Resolveu,que era mais razoável continuar seca enquanto pensava no que fazer e voltou para dentro do carro. Olhou o relógio. Passava um pouco das três e meia da tarde, mas parecia já estar anoitecendo naquela desolação gelada. Olhou em torno de si, tremendo. Havia as malas. Lá dentro tinha apenas roupas, mas podiam servir. Se pegasse alguma peça velha, limpasse, o pneu e depois a estendesse no chão, talvez conseguisse fazer o carro rodar novamente. Pelo menos até chegar a alguma casa. Ajoelhou-se no banco e abriu uma das malas. Examinou as malhas e roupas de baixo, pensando que, o que quer que usasse para tentar dcsatolar o carro, ficaria permanentemente danificado. Além disso nem poderia parar e descer para pegar de volta a roupa da estrada. Mordeu os lábios. Não, esse pensamento não era nada construtivo. De que lhe valeriam todas aq ...

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Comentários:
Mara 01/05/2021: Nn e muito bom mas tbm nn e ruim.
Ediene: Sem emoções..
ilda: 18/11/2017 Adoreiii.
Aninha: Ótimo.
joana: achei fraco, esperava mais..
Eva: gostei e recomendo!..
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