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VÍDEO: É O FIM DO MUNDO OU O COMEÇO

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A bela da noite

Livro: A bela da noite Página 2

Autor - Fonte: Jane Porter

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...nte para quem? — Alguém enviou você? — indagou, contemplando os olhos soturnos. E, ao encará-lo, sentiu o mais espantoso formigamento na pele. — Não. O formigamento alastrou-se até o fim da coluna. Não o conhe¬cia, não é? — Estou cansada. Fiquei mais de duas horas no palco. — Eu sei. Eu estava aqui. — Hesitou. — Você é muito boa. Um estonteante calor invadiu-a. Era indecente este homem, o efeito que provocava. — Obrigada. — Minha mesa fica bem ali — indicou. — Acompanhe-me. — Eu. — Contudo ele avançou e acomodou-se na mesinha vazia, exceto pela vela bruxuleante. Acenou para a garçonete e pediu uma garrafa de champanhe, caríssima. Sorriu, o sorriso de alguém habituado a vencer. Que presunçoso, ponderou ela. Palpitante, dirigiu-se à mesa, as botas retinindo no assoalho. — Não vou acompanhá-lo. — Mas está aqui. Ela detestou o sarcasmo. — Não quero que esbanje seu dinheiro. — É apenas dinheiro. Pensou nas irmãs, que aceitaram casamentos de conveniência para salvar Melio. E no quanto se esforçou aqui, assumindo dois empregos para custear apenas o essencial. — Ainda é desperdício. — Então é melhor bebermos. — O que você quer? A chama brincava no rosto dele. Não restava qualquer traço ju¬venil nas feições esculturais. Possuía um rosto de homem, forte, e o corpo a traiu. O corpo apreciava a maneira como ele a admirava. — Creio que a pergunta deveria ser, Josie d\'Ville, o que deseja...
Medo e fascínio assaltaram-na. — Isso não me compete. — Ora, é claro que sim. Vim de muito longe para vê-la. Sente- se. Por favor. Quem era ele? O que pretendia? A metade sonhadora torceu para que fosse da indústria fonográfica. Quem sabe, um produtor de discos. Ou talvez um espião do palácio. Um dos vultos que a assombra¬ram no último ano, porque os cunhados não permitiriam que via¬jasse desprotegida. Joelle sentou. Ao afastar o cabelo da testa refletiu acerca da performance. Em geral, acalmava-se durante o primeiro número, mas hoje nada pareceu normal. Sentiu-se melindrada. Tentou convencer-se de que andava estressada, por estar prestes a retornar aos deveres e às núpcias iminentes com um homem que jamais viu, sequer em fotografias, porém nada disso nunca interferiu com uma apresentação. Sempre adorou cantar. Adorava o públi¬co comovido, as notas graves do baixo reverberando através dela. Não, não era o imperioso regresso a Melio que a deixou apreen¬siva. E tampouco o casamento com um desconhecido. Foi este ho¬mem. — Por que os EUA? - ele indagou, rompendo o silêncio. Os EUA, ele disse, não Nova Orleans. — Como assim? — Por que fazer isso aqui? Por que não Nashville? Nova York? Ela relaxou um pouquinho. Não seja paranóica, ajuizou. — Nova Orleans é famosa pelo blues e pelo jazz. — Não deseja tocar na Europa? Europa. Terra do seu reino, as duas ilhas fulgurantes como ge¬mas preciosas no Mediterrâneo. — Nova Orleans é. o meu lar. — Nasceu aqui? — Minha mãe nasceu - acrescentou, assumindo a personagem que incorporou logo ao chegar. Há 11 meses escurecera o cabelo castanho-claro, adotara um sotaque sulista, e até usava óculos espalhafatosos para permane¬cer incógnita. A Princesa Joelle desaparecera. Josie d\'Ville tomou seu lugar. — Sua mãe é uma d\'Ville também? — Por que tantas perguntas? — Era — corrigiu. — Antes de casar. Antes de morrer. Ao contrário das irmãs mais velhas, Joelle não se recordava dos pais. E era a mãe, em particular, que Joelle mitificava. A mãe, Star, fora uma lendária cantora pop. E desistiu de tudo para desposar um príncipe estrangeiro. Muito irônico que Joelle desistisse de tudo - titulo, país, prín¬cipe - para tornar-se Star. — Então Josie d\'Ville é seu verdadeiro nome? — Mais ou menos. A intensidade dos olhos dele fez sua pele titilar. Era quase como se a conhecesse. Clamasse. Ridículo. — Mais ou menos — ele imitou. — Então mentiu. — Não menti. — Mas não foi honesta. Jamais fora confrontada por ninguém com tamanha autoridade. Ele exsudava poder. Um poder esmagador. — Vivo no centro das atenções. É fundamental proteger minha privacidade. —Tarde demais. Os pêlos na sua nuca arrepiaram. O que ele sabia? — Você me lembra alguém da Europa. — Sempre dizem que pareço alguém. — O sorriso não poderia ser mais falso. — Mas não é americana, é? — Minha mãe....
Orleans é. o meu lar. — Nasceu aqui? — Minha mãe nasceu - acrescentou, assumindo a personagem que incorporou logo ao chegar. Há 11 meses escurecera o cabelo castanho-claro, adotara um sotaque sulista, e até usava óculos espalhafatosos para permane¬cer incógnita. A Princesa Joelle desaparecera. Josie d\'Ville tomou seu lugar. — Sua mãe é uma d\'Ville também? — Por que tantas perguntas? — Era — corrigiu. — Antes de casar. Antes de morrer. Ao contrário das irmãs mais velhas, Joelle não se recordava dos pais. E era a mãe, em particular, que Joelle mitificava. A mãe, Star, fora uma lendária cantora pop. E desistiu de tudo para desposar um príncipe estrangeiro. Muito irônico que Joelle desistisse de tudo - titulo, país, prín¬cipe - para tornar-se Star. — Então Josie d\'Ville é seu verdadeiro nome? — Mais ou menos. A intensidade dos olhos dele fez sua pele titilar. Era quase como se a conhecesse. Clamasse. Ridículo. — Mais ou menos — ele imitou. — Então mentiu. — Não menti. — Mas não foi honesta. Jamais fora confrontada por ninguém com tamanha autoridade. Ele exsudava poder. Um poder esmagador. — Vivo no centro das atenções. É fundamental proteger minha privacidade. —Tarde demais. Os pêlos na sua nuca arrepiaram. O que ele sabia? — Você me lembra alguém da Europa. — Sempre dizem que pareço alguém. — O sorriso não poderia ser mais falso. — Mas não é americana, é? — Minha mãe. — Era americana, sim, você falou. - Sabia que a encurralara. - E como explica o seu sotaque francês? — Não tenho. — Tem sim. Só percebo quando fala rápido. Quando fica aborrecida. E ele se esmerava mesmo para aborrecê-la. — Você tem um bom ouvido - replicou, tranqüila, apesar do pânico crescente. Ele não sabia quem ela era. Não podia saber. — Tem razão. Cresci falando francês. A minha família materna é da Luisiana. Cajun . — Cajun? — Os d\'Ville vivem na periferia de Baton Rouge. — Não foi criada no Bayou? As palavras evocaram o pantanal do Mississipi, o rio de cur¬vas volúveis. Então o medo atenuou. Ele não imaginava quem ela era. — Não, não fui criada no Bayou. Mas ser cajun não pressupõe morar na beira do rio. Basta ter o rio no sangue. — E você tem? — Muito mais do que pensa. Um aflitivo silêncio sobreveio, e Joelle desejou não ter dito nada. — Quem é você afinal? — Leonardo Marciano Fortino. Ele pronunciou o nome ressabiado, mas não significou nada para ela. — Leonardo Marciano Fortino — repetiu. — Um bocado pomposo, não? O Príncipe Leo Marciano Fortino, da casa de Borgarde, recli¬nou na cadeira. Ela não sabia. Não só a noiva não o reconheceu, como tampouco sabia seu nome. — De onde veio, Signor Fortino? — Leo — corrigiu, abafando um suspiro. Era óbvio que não estava pronta para os rigores da vida de casada. Ainda era jovem demais. Sua idade incomodou-o desde o início, emb...
— Era americana, sim, você falou. - Sabia que a encurralara. - E como explica o seu sotaque francês? — Não tenho. — Tem sim. Só percebo quando fala rápido. Quando fica aborrecida. E ele se esmerava mesmo para aborrecê-la. — Você tem um bom ouvido - replicou, tranqüila, apesar do pânico crescente. Ele não sabia quem ela era. Não podia saber. — Tem razão. Cresci falando francês. A minha família materna é da Luisiana. Cajun . — Cajun? — Os d\'Ville vivem na periferia de Baton Rouge. — Não foi criada no Bayou? As palavras evocaram o pantanal do Mississipi, o rio de cur¬vas volúveis. Então o medo atenuou. Ele não imaginava quem ela era. — Não, não fui criada no Bayou. Mas ser cajun não pressupõe morar na beira do rio. Basta ter o rio no sangue. — E você tem? — Muito mais do que pensa. Um aflitivo silêncio sobreveio, e Joelle desejou não ter dito nada. — Quem é você afinal? — Leonardo Marciano Fortino. Ele pronunciou o nome ressabiado, mas não significou nada para ela. — Leonardo Marciano Fortino — repetiu. — Um bocado pomposo, não? O Príncipe Leo Marciano Fortino, da casa de Borgarde, recli¬nou na cadeira. Ela não sabia. Não só a noiva não o reconheceu, como tampouco sabia seu nome. — De onde veio, Signor Fortino? — Leo — corrigiu, abafando um suspiro. Era óbvio que não estava pronta para os rigores da vida de casada. Ainda era jovem demais. Sua idade incomodou-o desde o início, emb...

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Comentários:
Cida: Linda história....amei.
Anna Soares 24/4/18: Lindo demais❤????????.
VALERIA CRISTINA: AMEI A HISTORIA MAIS COMO DISSE A MARY FALTOU A REAÇÃO DO PRINCIPE EM RELAÇÃO A GRAVIDEZ.
Mary Santos: O romance é belíssimo amei 23/05/2016.
Magdala: Amei lindo gostei das três historia das irma..
Mary: História linda, mas eu ainda queria ver a reação do leo com a noticia da gravidez, mas muito lindo mesmo..
Joyce: Esse livro é muito bom..
Zélia : Livro muito bom! Gostei de todos três livros! .
DENISE : EU JA TINHA LIDO MAS RELI NOVAMENTE E ADOREI MAIS AINDA .
jo: gostei muito..
carine: muito bommm .leiamm.
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