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Entrevista de amor

Livro: Entrevista de amor Página 2

Autor - Fonte: Amanda Quick

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... com tanto cuidado.
Graystone inquietava a Augusta por várias razões, uma das quais era a desconcertante hábito de olhar aos olhos como se escrutinasse a alma, exigindo a verdade. E outro traço que a perturbava daquele sujeito era sua desmedida inteligência.
Desesperada-se, rebuscou entre as histórias que tinha forjado em previsão de semelhante eventualidade. Forçou um sorriso radiante ao tempo que elevava o olhar e fingia um ligeiro sobressalto.
-Olá, milord. Não esperava encontrar a ninguém no estúdio a estas horas. Procurava uma forquilha.
-Parece-me que há uma na fechadura do escritório.
Augusta repetiu o gesto de surpresa e ficou em pé de um salto.
-Caramba, aqui está. Que lugar mais estranho. -Ao tirar a da fechadura e colocá-la no bolso de sua bata de algodão estampada, tremeram-lhe os dedos-. Baixei a procurar algo para ler porque não podia dormir e perdi uma forquilha.
Com ar grave, Graystone contemplou o sorriso resplandecente da moça a tênue luz d
vela.
-Sente saudades que não possa dormir, senhorita Ballinger. Sem dúvida teve um dia agitado. Participou esta tarde no concurso de tiro ao arco para senhoras, e logo na caminhada às ruínas romanas e o almoço campestre. E terá que somar a dança e o whist da noite. Qualquer imaginaria que estava você esgotada.
-Sim, suponho que minha insônia se deve à mudança de ambiente, milord; quando dorme em cama alheia.
Os frios olhos cinzas, que a Augusta recordavam um gelado mar invernal, lançaram suaves brilhos.
-Interessante observação, senhorita Ballinger. Está acostumado a dormir freqüentemente em cama alheia?
Augusta o olhou sem saber como entender a pergunta. Percebia uma sugestão claramente sexual nas palavras do Graystone, mas se apressou a desprezar a idéia. depois de tudo, tratava-se do Graystone. Jamais diria ou faria nada impróprio ante uma dama. Mas possivelmente não a considerasse uma dama.
-Não, milord. Não tenho muitas oportunidades de viajar e, portanto, não estou acostumada a trocar de cama com freqüência. E agora, se me desculpar, será melhor que volte para a residência. Se minha prima acordada e não me vê ali, preocupará-se.
-Ah, sim, a encantada Claudia. Seria terrível que se afligisse pela tunantuela de sua prima, né?
Augusta colocou má face. Era óbvio que tinha caído na reputação do conde e que a considerava uma grosseira. Esperava que não acreditasse também uma benjamima.
-Não, milord, não queria preocupar a Claudia. boa noite, senhor. -Elevando a cabeça, tratou de passar junto ao homem, mas ele não se moveu e teve que deter-se. Advertiu que era muito alto. Estando tão perto, impressionou-lhe a força e a solidez que emanavam dele. Augusta se armou de valor.
-Suponho que não quererá me impedir de voltar para dormitório, verdade, milord?
Graystone elevou levemente as sobrancelhas.
-Não quisesse que voltasse ali sem levá-lo que deveu buscar.
A Augusta lhe secou a boca. «Não pode ser que conheça o diário do Rosalind Morrissey», pensou.
-Milord, agora tenho sonho. A fim de contas, não necessito nada que ler.
-Tampouco o objeto que procurava no escritório do Enfield?
Augusta se refugiou na indignação.
-Como se atreve a insinuar que tentasse forçar o escritório de lorde Enfield? Já lhe hei dito que me perdeu uma forquilha e, como você viu, apareceu na fechadura.
-me permita, senhorita Ballinger.
Graystone tirou uma parte de arame do bolso da bata e o deslizou com suavidade na fechadura da gaveta. ouviu-se um estalo frágil mas claro.
Atônita, Augusta viu como Graystone abria a gaveta superiora do escritório e observava o conteúdo. Logo, com a mão, convidou-a a procurar o que queria.
Com expressão cautelosa, Augusta olhou ao conde, mordeu-se o lábio inferior uns segundos e se apressou a inclinar-se e revolver a gaveta. Encontrou o pequeno caderno de couro entre umas folhas e o agarrou sem vacilar.
-Milord, não sei o que dizer. -Augusta agarrou o d...

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Comentários:
marylu: Ótimo!!!!.
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