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Terapia de Regressão de Memória

Gabrielle

Livro: Gabrielle

Autor - Fonte: Cherie Claire

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... Cherie Claire
Título Original: Gabrielle
Saga os Acadianos - 01
Copyright © 2001 by Cheré Dastugue Coen
Originalmente publicado em 2001 pela Kensington Publishing Corp.
© 2006 Editora Nova Cultural Ltda.
Digitalização: Polyana
Revisão: Kátia Regina

RESUMO: Louisiana, 1769
Sob o sol do Mississípi
Desde o primeiro instante em que Gabrielle viu o capitão Jean Bouclaire, nas margens pantanosas do majestoso rio Mississípi, seu inocente coração palpitou mais forte e sua imaginação criou doces fantasias com aquele homem perigosamente bonito e atraente. E quando Jean a envolveu em seus braços, tudo mais deixou de ter importância para Gabrielle. até o dia em que Jean se envolveu em um duelo de desfecho trágico.
Da noite para o dia, o destemido corsário a quem Gabrielle desejava além dos limites, tornou-se um fugitivo com a cabeça a prêmio. Somente um milagre
poderia uni-los outra vez. ou a coragem de uma mulher apaixonada que arriscaria tudo para ficar ao lado do homem que amava!
Capítulo I




New Orleans, Dezembro de 1768


Nada superava a visão de uma embarcação preparada e pronta para zarpar, pensava Delphine Delaronde ao olhar a escuna do pai. Os conveses do La Belle Amie haviam sido esfregados, os cabos da mastreação devidamente esticados e a âncora limpa da ferrugem e das cracas. Os esticadores de bronze brilhavam ao sol da tarde enquanto uma leve brisa de inverno agitava as velas recém-lavadas e deixadas a secar nas docas de New Orleans.
Delphine suspirou, pensando nas possibilidades da escuna de dois mastros. Bastaria um passo sobre a prancha de acesso e seus problemas estariam resolvidos.
— Não, você não pode me acompanhar.
Delphine virou-se ao ouvir a voz do pai. A figura alta, escura, lançava uma sombra sobre sua pequena estrutura, ainda infantil, apesar dos treze anos. Delphine levou as mãos aos quadris, pre¬parando-se para uma discussão. Não seria fácil desafiar o pai, um dos melhores capitães marítimos do território da Louisiana.
— Terminarei meus estudos até o Natal. Prometeu me levar quando eu tivesse idade suficiente.
Um sorriso se esboçou nos lábios de Jean Bouclaire, acentuado pela covinha na face direita. Dificilmente Delphine conseguiria seu objetivo, mas estava claro que o pai admirava sua tenacidade. Afinal de contas esse era um traço familiar. Nesse momento, uma carruagem passou e o sorriso desapareceu.
— Não devia estar aqui — repreendeu Jean, pegando a menina pelo cotovelo e afastando-a da vista dos transeuntes. — Sua mãe e eu concordamos que nós dois não nos encontraríamos em público.
Delphine sentiu raiva e frustração e sua face ficou corada. A mãe concordara com muitas coisas, mas, nos últimos tempos, não cumprira nenhuma promessa.
— Se você contar a sua mãe que esteve a bordo, darei para Carmeline os presentes que lhe trouxe — ameaçou Jean empur¬rando a menina com gentileza para a prancha de acesso ao navio.
— Bobagem — replicou Delphine. — Você trouxe presentes para Carmeline também.
— Mas posso dar tudo para ela — objetou Jean, sorrindo ao ajudar a filha a subir a bordo.
No minuto em que Delphine sentiu os pés tocarem o convés, ficou animada. As correntes do caudaloso rio Mississippi, sob a escuna, traziam-lhe a promessa de praias exóticas.
— Já fiz treze anos — insistiu Delphine. — É hora de me levar junto com você.
Jean sacudiu a cabeça, frustrado. Embora seus olhos exprimis¬sem alegria por rever a menina, a discussão o deixava cansado.
— Estarei correndo o risco de perder meu cargo, Capitão? Tal¬vez Delphine deseje tornar-se seu primeiro-imediato?
Delphine sentiu a presença de Philbert Bertrand antes de vê-lo. Era um homem imponente como o pai. Os dois cruzaram os braços e a observaram, tentando não dar risada.
— Ela podia lavar os conveses — comentou Jean.
— Ou melhor, o topo do mastro necessita ser pintado — troçou Phil.
— Farei qualque ...

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