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Terapia de Regressão de Memória

Rede de sedução

Livro: Rede de sedução Página 2

Autor - Fonte: Penny Jordan

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... no convento apesar de estar lá desde os oito anos de idade.
Quando o sino tocou para o almoço, Hope levantou-se com um suspiro, examinando o uniforme, atrás de manchas de sujeira. Limpeza era a melhor coisa, na opinião das freiras, depois do temor a Deus. E Hope, com seus cabelos compridos e pernas longas, merecia com freqüência a desaprovação das irmãs, por sua falta de jeito.
Recentemente, no entanto, seu corpo começara a mudar. Suas pernas continuavam tão longas quanto antes, mas sua magreza já não era tanta. Os seios haviam tomado uma forma bem provocante, e a cintura era tão fina que o uniforme, justo na parte de cima, pendia com um saco sobre o resto do corpo.
Bianca Vincella, uma garota italiana que fora expulsa do convento por conduta escandalosa, dissera uma vez que Hope estava ficando com uma aparência incrivelmente sexy. Mas Bianca sempre gostara de brincar,
e além disso, Hope não era tão ingênua a ponto não saber que “incrivelmente sexy” era a última coisa que as freiras desejavam que suas alunas fossem.
Com uma expressão pensativa nos olhos azul-cinzentos, Hope tomou o caminho do refeitório. Sexo era algo a ser discutido nos dormitórios, à noite, em sussurros abafados e excitados. Ela, vivendo sempre no convento, só conhecia desse assunto o que as freiras ensinavam nas aulas de biologia, e o que deduzia das confidências das outras garotas.
Pelas suas leituras, aprendera que havia um estado de êxtase que duas pessoas podiam alcançar juntas. Mas não entendia como esse êxtase podia estar relacionado com os fatos desagradáveis da procriação, descritos pelas irmãs, ou com as desajeitadas carícias experimentadas por suas colegas.
Aquele era um “dia francês”, o que significa que só a conversa em francês seria permitida. No entanto, Hope não tinha dificuldades nessa língua. Na verdade, falava, com fluência, alemão, espanhol, italiano e francês, e estava aprendendo russo. No fundo de sua mente alimentava a idéia de arrumar um emprego em que pudesse usar sua capacidade para línguas, quando saísse do convento. Talvez conseguisse fazer um curso de secretariado. Costumava se sair bem em suas lições mas como era norma do convento não submeter as alunas aos exames convencionais, não tinha meios de julgas suas próprias habilidades.
O almoço foi a refeição moderada de sempre, se bem que com os alimentos cuidadosamente preparados e servidos de modo atraente.
— Que delícia saber que as férias de verão estão para começar – exclamou a moça ao lado de Hope – Meus pais têm uma villa em Capri e vamos para lá.
Era uma garota de boa índole, que conhecia Hope desde que ambas tinha catorze anos de idade, e que mordeu os lábios, embaraçada, assim que acabou de falar, pois não queria ferir os sentimentos da amiga. Muitas colegas já haviam convidado Hope para passar as férias com elas, mas seu pai sempre lhe negara permissão.
— Até parece que ele quer manter você trancada dentro desses muros o resto da vida – uma delas tinha comentado com rebeldia ao receber uma dessas recusas.
Hope sorria, mas não pudera evitar a pontinha de medo se instalasse no fundo de seu coração.
Agora, no entanto, estava com dezoito anos e era dona de sua vida. Ou não? Pois, embora tivesse condições de escolher com facilidade menus para jantares de cinqüenta ou mais convidados, soubesse exatamente que tipo de vinho servir com cada prato e como lidar com uma numerosa criadagem, não tinha a menor idéia de como se cuidar num mundo que poderia lhe parecer assustador, ou até mais hostil, depois da vida protegida do convento.
Hope podia ser ingênua, mas não era tola. O convento tinha uma ótima biblioteca, da qual ela fizera muito uso, mas seu grande conhecimento do passado não servia de compensação para sua falta de conhecimento do presente. Jornais, a não ser religiosos, não eram permitidos. O convento ao possuía televisão, e as garotas eram proibidas de ...

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