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Terapia de Regressão de Memória

Rede de sedução

Livro: Rede de sedução

Autor - Fonte: Penny Jordan

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... Penny Jordan

CAPÍTULO I

“Se pelo menos alguma coisa acontecesse.”, Hope desejou com rebeldia arrastando os tênis sujos pelo caminho de terra que havia tomado com a intenção de fugir à aula de tênis.
Através da cerca viva, que rodeava as quadras, podia ouvir o ruído quase soporífero da bola contra a raquete. Um barulho tão regular que nem precisou olhar para saber que era Charlotte Howell quem estava jogando. Charlotte era, de longe, a melhor tenista do convento.

“E está muito, muito acima de mim”, Hope admitiu para si mesma com ar sonhador, inclinado a cabeça de cabelos longos e castanhos — dourado para seguir o vôo irregular de uma abelha.

Seus cabelos eram outra amolação. Odiava o fato de serem tão longos e lisos, mas, toda vez que pedia para cortá-los, a Irmã Maria lhe dizia que não era esse o desejo de seu pai. E as irmãs conheciam bem me
hor do que ela os desejos de seu pai. Fazia anos que nem mesmo o via. Às vezes chegava a pensar, cheia de pânico, que ele pretendia deixá-la no convento pelo resto da vida. Várias de suas colegas de classe já haviam partido, algumas para terminar sua educação em escolas finas e exclusivas, outras para realizarem casamentos cuidadosamente arranjados por suas famílias.

Hope estremeceu de repente, olhando apreensiva por cima do ombro. Mas ninguém viera perturbar a paz dos jardins do claustro, o lugar para onde fugia, sempre que se sentia deprimida.

Como seria ter um lar e uma família? Quando criança, fantasiava muito a esse respeito, imaginando que seu pai chegaria acompanhado de uma mulher risonha e carinhosa, que lhe diria que seu maior sonho sempre fora ter uma filha. Só que seu pai nunca se casara de novo, e sua própria mãe, que morrera quando ela estava com dois anos de idade, não era mais que uma vaga lembrança. A intensidade do sol espanhol, brilhando no céu de um azul — cobalto, avisou Hope de que sua paz logo chegaria ao fim. A aula de tênis estava para terminar, e ela teria que se juntar às outras para o almoço – uma refeição frugal mas servida com todo o cuidado no refeitório, como era chamada a sala de jantar da escola.

O convento não era apenas uma escola no sentido comum da palavra. Mesmo Hope, com seus conhecimentos limitados do mundo, sabia disso. A maioria dias garotas vinha de famílias ricas e aristocráticas, que mandavam suas filhas para o Santa Cecília sabendo que o regime duro e as atitudes morais extremamente severas das freiras produziam moças do tipo que os franceses chamam bien élevée.
Mesmo com toda sua ingenuidade, Hope estava ciente de que um mundo muito diferente existia do outro lado dos muros do convento. Embora não tivesse nenhuma amiga especial na escola, era uma garota popular, se bem que um pouco distante. E pelas conversas com as colegas que passavam as férias em casa ou viajando, deduzira que o mundo lá fora não era bem como diziam as freiras.
Apenas seis semanas antes, Leonor Rodrigues, uma bela morena sul-americana, voltara das férias de Páscoa com os olhos brilhando, a boca suavizada per uma emoção que provocara um estranho arrepio no corpo de Hope, enquanto a ouvia descrever os sentimentos que nutria pelo rapaz que conhecera enquanto estava em casa.
Mas meus pais acham que Rodrigo não serve para mim – Leonor acrescentar num tom infeliz -, e eu sei que têm razão. Meu casamento com um dos meus primos já está combinando há anos.
Esse era o destino de Leonor. Mas qual seria o dela, Hope? Fizera dezoito anos há duas semana – um acontecimento totalmente ignorado por seu pai – e não poderia continuar no convento para sempre. Pelo menos, a maioria doas garotas sabia o que as suas famílias tinham em mente para elas. Desde o fato de ser a única inglesa na escola, o seu caso já era pouco comum. As outras eram todas espanholas ou latino-americana,com umas poucas italianas e francesas no meio, o que às vezes fazia com que se sentisse uma estranha ...

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