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Terapia de Regressão de Memória

Rosa Selvagem

Livro: Rosa Selvagem

Autor - Fonte: Hannah Howell

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... Hannah Howell
Copyright 1997 by Hannah Howell
Originalmente publicado em 1997 pela Kensington Publishing Corp.

PUBLICADO SOB ACORDO COM KENSINGTON PUBLISHING CORP.
NY, NY – USA
Todos os direitos reservados.

Todos os personagens desta obra são fictícios. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas terá sido mera coincidência.

TÍTULO ORIGINAL: Wild Roses

Digitalização: Afrodite



Wyoming, EUA, 1874

Uma mulher em perigo!

Harrigan Mahoney foi contratado pelo tio de Ellen Carson para levá-la de volta para casa. Se isso acontecer, os dias de Ellen estão contados, pois o que seu ganancioso tio deseja é apossar-se de sua herança. Ellen tenta, em vão, convencer Harrigan de que sua vida corre perigo. O último recurso que lhe resta é arriscar-se num ousado jogo de sedução. Na pior das hipóteses, se ainda assim Harrigan persistir em sua determinaç
o de entregá-la ao tio, pelo menos terá vivido intensos momentos de paixão com aquele homem que lhe desperta um desejo avassalador. Ellen, no entanto, poderá descobrir que a paixão pode ser uma perigosa faca de dois gumes, capaz de destruir as defesas de um homem e de uma mulher e de abrir seus corações para um amor duradouro!



Capítulo I


Wyoming, primavera de 1874

– Espero que nos perdoe, mas tivemos de prender sua esposa. – Nervoso, o xerife Smith limpou a testa suada com um lenço e ergueu-se da cadeira.
– Ela armou um escândalo, não foi? – Harrigan Mahoney sorriu, satisfeito com a ingenuidade do camarada e ficou em pé, seguindo o exemplo do homem rotundo.
Não o surpreendia que Ellen Carson houvesse criado problemas. Após ter sido contratado a fim de levá-la para o leste, fora advertido pela família sobre o temperamento instável da jovem. Esperava que Ellen compreendesse a impossibilidade de vencer e desistisse de lutar. Estremeceu ao pensar que, durante a longa viagem de retorno a Filadélfia, tivesse de enfrentar as crises de histeria de uma moça mimada.
– Foram necessários três dos meus homens para tirá-la da fazenda. – O xerife endireitou a camisa manchada. – Eles estão machucados. A maluca da tia quase acertou um tiro em Clement. Aquilo não é comportamento digno de mulheres. Eu gostaria que levasse também a tia.
– Isso não!
– Uma pena. – Smith arrastou-se até o corredor dos fundos do prédio de madeira. – Isto aqui ficaria muito mais calmo se Louise Carson fosse embora.
Harrigan, de mãos às costas, seguiu o homem gordo que, pelo jeito, não tinha muita consideração por mulheres. O que o favorecia no momento.
Foi difícil manter a calma quando Smith parou diante da cela de Ellen Carson. Harrigan mentalizou uma imprecação. Apesar de ter sido avisado de que se tratava de uma jovem atraente, surpreendeu-se com a formosura de Ellen. Feições perfeitas, cabelos castanho-avermelhados que chegavam até a cintura estreita, pele alabastrina, olhos imensos e verdes. Ela o fitou com olhar faiscante e as faces coradas de ódio. Nada ofuscava tanta beleza, nem mesmo o vestido verde-escuro, amarrotado e sujo. Ellen Carson era delicada, mas sua fúria era imensa.
– Seu marido está aqui – o xerife murmurou, enquanto procurava acertar a chave no buraco da fechadura do cubículo. – Deveria ter-nos dito que era casada, sra. Mahoney.
– Não tenho marido, seu rebotalho de cabeça oca!
Ellen continuou a fitar Mahoney com rancor. Afastou depressa a idéia de que não seria difícil chamar de marido um homem tão atraente. Ele devia ter mais de um metro e oitenta, era musculoso e sem um grama de gordura. Os ombros largos deixavam ainda mais elegante o terno preto bem-talhado e a camisa branca. Os cabelos eram negros e chegavam ao colarinho. Traços bem marcados, queixo forte, nariz reto e boca carnuda. O olhar cinzento era hipnótico.
– Minha querida – Harrigan falou, irônico –, não adianta continuar com esse jogo. Contei ao xerife Smith toda a história sórdida ...

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