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Terapia de Regressão de Memória

Asgard

Livro: Asgard

Autor - Fonte: Juliana Dalla

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... Editora Multifoco
Simmer & Amorim Edição e Comunicação Ltda.
Av. Mem de Sá, 126
Rio de Janeiro - RJ
CEP 20230-152
Revisão
Thiago França
Arte
Daniel Kim
Composição
Renato Tomaz
Asgard
1ª Edição
Janeiro de 2009
DALLA, Juliana
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução
deste livro e de seu conteúdo
com fins comerciais sem a prévia autorização
do autor e da Editora Multifoco
Asgard
Juliana Dalla
Rio de Janeiro, 2009
dimensões
ficção

Juliana Dalla iniciou carreira artística como roteirista
de curtas-metragens. Aos 25 anos, passou a escrever
livros e roteirizar quadrinhos. A obra “Asgard” é sua
primeira incursão pela literatura fantástica.
Site: www.julianadalla.com.br

DESDE O DIA EM QUE.
.A serpente emplumada Quetzalcóatl
não pôde mais refletir no Monte Eéia
o sol que carregava no peito, os habitantes
do Sul do
eino de Asgard se
viram obrigados a conviver com a noite
sem-fim.
O povo noturno vivia sob o governo
de Circe, bruxa de olhos rubros e madeixas negras, capaz
de transformar deuses, homens e coisas em bichos de qualquer
natureza.
— A mais bela asgardiana. Governante do Monte Eéia.
Não basta, milêdi? — questionou Quimera, a cabra com cauda
de serpente e cabeça de leão que servia à feiticeira.
— Sem liberdade, nada disso importa — replicou Circe.
— Chruuu! — tempestuou a cabra, cuspindo fogo.
— Se Hefesto não tivesse criado a mulher.
— Ele apenas obedeceu às ordens de Zeus. O culpado
pela nossa desgraça tem outro nome: intolerância.
O Monte Eéia era abraçado pela muralha-fogo
do deus Hefesto. Além de proteger os eeianos, o muro
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aquartelava a Guarda de Atena, formada pelos kappas:
os temidos homens-macaco.
Para os habitantes do Monte Olimpo, região Norte do
Reino, tamanha salvaguarda por parte dos eeianos era infundada.
Odin, antigo rei asgardiano, havia criado uma barreira
mágica sobre o Sul, isolando a região do restante de Asgard.
Os eeianos, contudo, tiravam do isolamento a esperança.
Circe e seu povo tinham a certeza de que um dia,
da escuridão, surgiria o sol da serpente emplumada, que
poria em xeque a magia de Odin. E, nesse dia, estariam
preparados para vingar os séculos de segregação.
***
“Porte atlético, olhos e cabelos azulados.”, “Carrega sempre
consigo uma adarga antimagia e uma espada capaz de fazer o
maior dos monstros dormir.”. Era esse o retrato que olimpianas
apaixonadas faziam de Thor, o soberano da Monarquia
Asgardiana, o solteiro mais cobiçado de Asgard. Nas poucas
vezes em que o sucessor de Odin saía de seu palácio para
cavalgar Sleipnir no céu boreal, suspiros e olhares derretidos
brotavam por todo canto.
Num daqueles dias de cavalgada, Hermes deixou sua
vertigem de lado e usou as minúsculas asas de seu capacete e
de suas sandálias para alcançar o rei.
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— Alteza! — gritou o mensageiro divino, desengonçando
no céu. — Alteza!
Sleipnir freou suas oito patas.
— Hermes, nobre amigo! Quais novas o trazem aqui
em cima?
— Notícias. huf. nada boas. huf — lufou Hermes,
assim que se aproximou de Thor. Após recuperar o fôlego,
completou: — Uma humana de carne e osso entrará no
Reino de Asgard. E sabe o que isso significa, não sabe?
— Tsc, tolice! Desde o dia em que Pandora libertou os
infaustos da caixa, nossos elos com a Terra deixaram de existir.
— Com todo o respeito, Alteza, não subestime o
caduceu.
Aquele não era um mero palpite de Hermes, mas uma
mensagem oriunda de profetas falecidos, transmitida pela cobra
que habitava o bastão mágico (o tal caduceu) do mensageiro.
— A cobra disse a você que “uma humana de carne e osso
entrará em Asgard”? — inquiriu Thor, repetindo as afirmações
de Hermes.
— Disse. Palavra por palavra.
— Mas quando? Como?
— Não sei, Alteza.
Os profetas costumavam dar detalhes de suas
premonições. A fragilidade da mensagem deu ao rei a fé
de q ...

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