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Terapia de Regressão de Memória

Escrava de uma ilusão

Livro: Escrava de uma ilusão

Autor - Fonte: Anne Hampson

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... An Eagle Swooped
Anne Hampson

CAPÍTULO I

De volta de suas viagens pelo mundo. . Mas por quanto tempo? Ao manobrar o carro em frente de casa, Tessa cobriu os últimos metros de sua viagem à Grécia. A família inteira — ou quase — estava reunida em casa para recebê-la.
Tessa abraçou com alegria a mãe e os dois irmãos pequenos. O pai, um homem alto, de cabelos grisalhos, com uma expressão permanente de preocupação no rosto magro e enrugado, foi o último a estreitá-la nos braços.
— Voltou para ficar? — perguntou com esperança.
— Quem sabe. . Ah, estava com tanta saudade de vocês dois!
— E de nós, você não estava? — perguntaram os dois irmãos juntos.
— De vocês dois também. . Como vocês cresceram desde a última vez!
Todos entraram em casa. A mãe foi fazer chá na cozinha e os dois meninos foram terminar seus deveres escolares. Tessa e o pa
senta¬ram-se na sala para conversar. Ela falou sobre o trabalho e as pessoas interessantes que conhecera, os países e as cidades que visitara. Depois, durante um momento de silêncio, acrescentou com hesitação:
— E Lucinda? Eles estão morando aqui perto?
Antes que o pai pudesse responder, a mãe voltou com a bandeja do chá.
— Converse mais um pouco com seu pai enquanto vou arrumar o quarto. Eu não deixei tudo pronto porque você não avisou quando chegaria. Esperávamos que viesse amanhã.
— Encurtei um pouco minha viagem — explicou Tessa com um sorriso para a mãe.
A mãe era a mesma de sempre. Os cabelos tinham talvez algumas mechas brancas a mais, mas estavam sempre bem penteados e escovados. Os olhos castanhos bondosos e a voz ligeiramente desafinada também não mudavam nunca. A voz era a primeira coisa que se notava nela.
— A senhora tem um defeitozinho nas cordas vocais — explicou o médico. — Uma pequena mutação e do gênero mais agradável possível.
Clara, baixa e suave, como música no ar parado da noite, a voz melodiosa que a mãe transmitiu às duas filhas. Os traços do rosto, no entanto, transmitiu apenas a Tessa, a filha menor. Lucinda saíra mais à avó, uma mulher que fora uma beleza quando jovem, de cabelos dourados e olhos claros como botões de camélia.
— Vou fazer sua cama — repeliu a mãe. — Você está no seu quarto de sempre, com Lucinda.
— Com Lucinda? — perguntou Tessa repentinamente surpresa. — Os dois não se casaram ainda?
Os pais trocaram um olhar de cumplicidade.
— Tome seu chá antes que esfrie. . . Depois a gente conversa. .
— Mas, mulher! — exclamou o pai pedindo socorro. — Conte para ela. .
— Você pode explicar a situação melhor que eu — respondeu a mãe, saindo pela porta da sala.
— Que história é essa, papai? Lucinda não está noiva de Paul?
— Ela está noiva, mas não de Paul.Você não vai tomar o chá? Tessa apanhou automaticamente o bule.
— Conte-me o que aconteceu. Onde está Paul?
— Minha filha, não se esqueça de que você ficou fora dois anos. E pediu. ou melhor, nos proibiu de mandar notícias de Paul e Lucinda, está lembrada?
— Você sabe muito bem por quê. Eu não podia suportar a felicidade dos dois. — Tessa colocou o bule em cima da mesinha e apanhou o pote de creme de leite. — Lucinda casada. Lucinda esperando bebê. O orgulho de Paul. — Ela balançou a cabeça com vivacidade. — Não, eu não queria saber nada dessas coisas.
— Por isso não mandamos dizer nada, nem mencionamos nenhum dos dois nas cartas. Você não soube, por exemplo, que eles estavam passeando de carro e que ocorreu um acidente horrível.
— Um acidente? — interrompeu Tessa com os olhos arregalados. — Paul morreu?
— Não, não morreu. — O pai deu um suspiro fundo e olhou para a filha interrogativamente. — Você ainda gosta dele? Ou já esqueceu de tudo?
— Fale-me sobre o acidente! — suplicou Tessa, indiferente ao chá que esfriava na xícara. — Se ele não está morto, então por que os dois não se casaram? ...

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