Whats: (11)991916085


VÍDEO: É O FIM DO MUNDO OU O COMEÇO

Você está em: Página inicial / Marcantes / Intruso sedutor Página 2
Intruso sedutor

Livro: Intruso sedutor Página 2

Autor - Fonte: Miriam MacGregor

Ir para a página:
...disparada. Tranqüilizou-se e ainda deu um tempo para que ele se distanciasse mais. Sara voltou a pensar na chácara e no procurador de sua tia, Dr. Abernethy. Sentiu-se culpada quando lembrou que por duas vezes prometera visitá-lo. O primeiro pedido fora feito na segunda-feira anterior, no funeral de tia Jane, quando, depois de algumas palavras de pêsames, ele dissera: — Venha me ver assim que possível. E um assunto que interessava a sua tia. — Acho que sei do que se trata. — Tem certeza? — Eu entendo. Bem, tia Jane sempre disse. — Sara calou-se, achando o momento impróprio para se falar em herança. — Estou certo de que a Sra. Patterson gostaria que eu esclarecesse os termos — continuou evitando o olhar de Sara. — Você virá me ver? As palavras de John Abernethy mal eram ouvidas por Sara, que tentava abafar os soluços, acreditando que sua tia não estava naquele caixão coberto de flores. O que estava ali era sua concha; a alma estava em outra parte, com o querido Samuel. Entretanto, não tivera tempo nos dias seguintes. Então recebera o segundo chamado do Sr. Abernethy. A carta sugeria um encontro na segunda-feira às nove horas e denunciava a ansiedade do procurador em vê-la. O fato confundiu um pouco Sara. Ela até podia imaginar o conteúdo do testamento, já que a tia nunca fizera segredo da intenção de deixar toda sua propriedade para ela. Ainda agora, com os olhos fechados, podia lembrar as palavras de Jane: — Você vai tomar...
onta da chácara para mim? Eu a mantive em memória de Samuel, e confio em você para tomar conta de tudo. — Eu vou cuidar de tudo — prometeu Sara. — Mas, por favor, não fale nisso agora. — É preciso encarar os fatos — declarou Jane. — Nós duas sabemos que eu já passei dos oitenta e que o tempo virá em que não estarei mais aqui. É por isso que estou fazendo esse contrato. — Contrato? A voz de Jane fora firme quando ela falara, fixando-se nos olhos castanhos de Sara: — Prometa-me que quando eu estiver junto do meu Samuel você vai cuidar bem da chácara. — Claro que vou. — Você precisa evitar o apodrecimento da madeira e qualquer tipo de perfuração. A chácara é como eu: velha. Agora prometa-me. — Eu prometo — concordou Sara, reparando no papel de parede envelhecido, que, em breve, precisaria ser renovado. A madeira com a qual a casa fora construída tinha um formato alongado, e sua cor vermelho-escuro contrastava com as cercas brancas, enfatizando-lhe o ar antigo, fazendo-a até parecer estranha ao lado dos vizinhos mais modernos. O pequeno hall de entrada dava acesso a três quartos, ao banheiro, à sala e à cozinha. Dois telhadinhos que cobriam as janelas da sala e dos quartos da frente aliviavam um pouco a austeridade da fachada. — E há também as ervas — continuou Jane. — As cebolinhas precisam ser podadas no tempo certo e a menta não deve brotar amontoadamente. As sementes de borragem precisam ser transplantadas antes de ficarem muito grandes. Você promete que vai manter tudo isso cultivado? Sara concordou novamente, sentindo-se incapaz de falar qualquer coisa. — Há uma variedade tão grande de ervas. Muitos dos meus amigos costumam pedir maços de salsa ou sálvia. A fazenda não é conhecida como Fazenda dos Rosmarinhos à toa. A mãe de Samuel sempre dava de presente aos hóspedes que iam embora brotos de rosmarinhos; Você sabia que faz bem para a memória? Sara dirigiu à tia um olhar demorado. — Jane, querida, eu nunca vou precisar de chá de rosmarinho para me lembrar de você. Nunca vou esquecer seu carinho por mim. O rosto sério de Jane mudou para um sorriso. — É recíproco. Você veio viver aqui quando o meu querido Samuel morreu e alegrou os dias de uma velha triste. — Você também me ajudou muito — lembrou Sara, baixinho. Jane fez um comentário com sua objetividade usual: — Claro, eu sei que você veio ficar comigo depois de ter terminado um caso sem importância, mas você era sensível demais para tirar sozinha aquele sujeito da cabeça. Sara respirou fundo Aquele sujeito era Terry Purvis, e, ainda que nunca mencionasse esse nome, a ferida aberta pela humilhação que ele havia lhe causado ainda não cicatrizara. Foi assim, perdida em pensamentos, que Sara chegou à casinha à beira do lago. Para sua surpresa, viu o Daimler branco parado em frente. Não reparara nele ao entrar na rua, mas, antes que pudesse abrir a porta da garagem, o homem esta...
s de ficarem muito grandes. Você promete que vai manter tudo isso cultivado? Sara concordou novamente, sentindo-se incapaz de falar qualquer coisa. — Há uma variedade tão grande de ervas. Muitos dos meus amigos costumam pedir maços de salsa ou sálvia. A fazenda não é conhecida como Fazenda dos Rosmarinhos à toa. A mãe de Samuel sempre dava de presente aos hóspedes que iam embora brotos de rosmarinhos; Você sabia que faz bem para a memória? Sara dirigiu à tia um olhar demorado. — Jane, querida, eu nunca vou precisar de chá de rosmarinho para me lembrar de você. Nunca vou esquecer seu carinho por mim. O rosto sério de Jane mudou para um sorriso. — É recíproco. Você veio viver aqui quando o meu querido Samuel morreu e alegrou os dias de uma velha triste. — Você também me ajudou muito — lembrou Sara, baixinho. Jane fez um comentário com sua objetividade usual: — Claro, eu sei que você veio ficar comigo depois de ter terminado um caso sem importância, mas você era sensível demais para tirar sozinha aquele sujeito da cabeça. Sara respirou fundo Aquele sujeito era Terry Purvis, e, ainda que nunca mencionasse esse nome, a ferida aberta pela humilhação que ele havia lhe causado ainda não cicatrizara. Foi assim, perdida em pensamentos, que Sara chegou à casinha à beira do lago. Para sua surpresa, viu o Daimler branco parado em frente. Não reparara nele ao entrar na rua, mas, antes que pudesse abrir a porta da garagem, o homem estava parado ao seu lado. Sara continuou na mesma posição, olhando para ele e esperando que falasse alguma coisa. A voz do estranho tinha um quê de irritação. — Você demorou a voltar para casa. — Edaí? — Vi você entrar na área de estacionamento do lago. Foi uma parada deliberada para me fazer esperar? — Esperar pelo quê? — Para conversar com você, é claro, Srta. Masters. Sara percebeu surpresa, que ele sabia seu sobrenome. — Você não esperava que, cedo ou tarde, eu voltasse? Sara balançou a cabeça, franzindo as sobrancelhas pensativamente. Teria se esquecido de algo? Era bem possível que sim, em virtude da semana que tivera. Mas, olhando para aquele homem alto, respondeu: — Por que deveria? Nem tenho idéia de quem você possa ser. — Leon Longley, a seu dispor — disse, curvando zombeteiramente o corpo, enquanto Sara continuava a olhá-lo sem dizer uma palavra. — Meu nome não lhe diz nada? — Não. E por que deveria? Sara sentiu-se perturbada, pois havia algo que ela não entendia. O estranho colocou as mãos nos bolsos da calça e continuou: — Jane escreveu-me convidando para o fim de semana — informou ele vagarosamente, ao que Sara respondeu com um olhar de incredulidade. — Não acredito em você. — Está me chamando de mentiroso? — É possível — interrompeu Sara, com frieza. — Ou você não sabe que, se acaso Jane tivesse convidado alguém para o fim de semana, eu teria sabido? — Talvez ela tenha esqueci...
va parado ao seu lado. Sara continuou na mesma posição, olhando para ele e esperando que falasse alguma coisa. A voz do estranho tinha um quê de irritação. — Você demorou a voltar para casa. — Edaí? — Vi você entrar na área de estacionamento do lago. Foi uma parada deliberada para me fazer esperar? — Esperar pelo quê? — Para conversar com você, é claro, Srta. Masters. Sara percebeu surpresa, que ele sabia seu sobrenome. — Você não esperava que, cedo ou tarde, eu voltasse? Sara balançou a cabeça, franzindo as sobrancelhas pensativamente. Teria se esquecido de algo? Era bem possível que sim, em virtude da semana que tivera. Mas, olhando para aquele homem alto, respondeu: — Por que deveria? Nem tenho idéia de quem você possa ser. — Leon Longley, a seu dispor — disse, curvando zombeteiramente o corpo, enquanto Sara continuava a olhá-lo sem dizer uma palavra. — Meu nome não lhe diz nada? — Não. E por que deveria? Sara sentiu-se perturbada, pois havia algo que ela não entendia. O estranho colocou as mãos nos bolsos da calça e continuou: — Jane escreveu-me convidando para o fim de semana — informou ele vagarosamente, ao que Sara respondeu com um olhar de incredulidade. — Não acredito em você. — Está me chamando de mentiroso? — É possível — interrompeu Sara, com frieza. — Ou você não sabe que, se acaso Jane tivesse convidado alguém para o fim de semana, eu teria sabido? — Talvez ela tenha esqueci...

Ir para a página:
Comentários:
Ju: Lindo mesmo...
Jessica: Adorerei .
Deixe aqui seu comentário sobre este livro:
Nome:
Comentário:

WhatsApp: (11) 9 9191 6085
Busca Google