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Terapia de Regressão de Memória

Pedido de Natal

Livro: Pedido de Natal

Autor - Fonte: Anne Gracie

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... Anne Gracie


O mundo de Ellie se resume à filha que tem. Viúva, pobre e vivendo em um chalé isolado, ela sabe que o futuro não pode ser muito diferente do que o presente. Porém quando o inverno chega, traz consigo um desconhecido que sofreu um grave acindente e perdeu a memória.
Ellie o recolhe em sua casa, e a cada dia que passa começa a achar a presença dele mais e mais reconfortante. E não é só: aquele estranho sem nome começa a entrar devagar em seu coração, fazendo-a ver que a lenha que queima na lareira pode aquecer bem menos do que um coração apaixonado!




CAPITULO I

Northumberland, Inglaterra,
Dezembro, 1816

— Minha vela do desejo ainda está queimando, mamãe?
Ellie beijou a filha pequena con ternura.
— Sim, querida. Ela ainda não chegou ao fim. Agora, deixe de preocupar-se tanto e tente dormir. A vela está lá embaixo, na janela, no l
gar onde você a deixou.
— Brilhando na escuridão para que papai a veja e saiba onde nós estamos.
Ellie hesitou. Quando respondeu, sua voz era rouca.
— Sim, querida. Papai saberá que estamos aqui, seguras e protegidas do frio.
Amy encolheu-se sob os cobertores gastos e a desbotada colcha de retalho que as cobriam.
— E quando o novo dia chegar, ele estará aqui para o café da manhã.
Um nó se formou na garanta de Ellie.
— Não, querida. Papai não vai estar aqui. Você sabe disso.
— Mas amanhã é meu aniversário e você disse que papai viria.
Lágrimas queimavam os olhos de Ellie. Comovida, ela acariciou o rosto encantador e suave da filha.
— Não, querida, eu disse isso no ano passsado, e você sabe por que papai não veio naquela ocasião.
Houve um longo periodo de silêncio.
— Porque no ano passado eu não coloquei uma vela na janela?
A reação de Ellie foi de verdadeiro horror.
— Oh, não! Não, minha querida, juro que você não tem nenhuma responsabilidade no que aconteceu.— Ela tomou a menina nos braços e abraçou-a por um longo momento, afagando seus caracois sedosos, esperando até que o nó em sua garganta se desfizessse e ela fosse capaz de falar mais uma vez.— Meu bem, seu papai morreu, poriso ele nunca voltou para casa.
-Porque ele não conseguia encontrar o caminho, porque não acendi uma vela na janela para ajudá-lo.
A infelicidade na voz a filha tocou o coração deEllie de maneira aguda e dolorosa.
— Não, meu amor. Não foi por causa da vela. A morte de seu papai não foi culpa de ninguém.— Não era verdade. Hart havia encontrado a morte pelas próprias mãos, mas jogo e suicídio compunham um conto feio demais para ser relatado a uma criança.— Agora para com isso— ela exigiu com toda a firmeza que era capaz.— Amanhã é seu aniversário e você vai se tornar uma mocinha de quatro anos de idade. E sabe de uma coisa? Por ter sido uma menina tão boa e ter ajudado tanto sua mamãe, haverá uma adorável surpresa esperando por você ao amanhecer. Mas só se for dormir imediatamente.
— Uma surpresa? Que surpresa? O que é, mamãe?— ela perguntou com ansiedade.
— Se eu contar, nào será mais uma surpresa. Agora vá dormir.— Ellie começou a cantar uma canção de ninar, usando a voz doce para acalmar a menina e banir de sua mente todas as aflições e ansiedades.
— Já sei que surpresa é essa— sua filha murmurou sonolenta.— Papai estará aqui para o café da manhã.
Ellie suspirou.
— Não, Amy, ele não virá. Papai morreu há mais de um ano. Você sabe disse. Porque insiste nesse assunto?
-Aquela vela é especial, mamãe. A senhora garantiu. Uma vela do desejo. Ela vai trazer meu papai, você verá.— Sorrindo, a pequena aninhou-se sob as cobertas e encolheu-se como um pequeno gato.
Ellie tinha uma profunda ruga entre as sobrancelhas. Aquela desaventurada cigana com suas histórias mentirosas! Sem a autorização ou conhecimento da mãe, Amy havia trocado uma dúzia de ovos e um pouco de leite por uma grande vela vermelha. Uma vela do desejo, fran ...

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