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VÍDEO: É O FIM DO MUNDO OU O COMEÇO

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Amor sem Preço - Sandra Marton

Livro: Amor sem Preço - Sandra Marton Página 2

Autor - Fonte: Sandra Marton

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...ciais chegavam perto demais. E eles sempre chegavam. Então, certa noite, alguém gritou: Bichos! Mas Lucas não foi capaz de correr. Estava doente, delirando de febre, desidratado após vomitar o pouco que tinha no es¬tômago. Ele estava predestinado. Ou talvez não. Mas naquela noite, sua vida mudaria para sempre. Um assistente social de bom coração acompanhava a po¬lícia. Sabe Deus por quê. Mas nem importa. O importante é que o assistente social o levou a uma casa, uma das poucas entidades filantrópicas que enxergavam os meninos de rua como humanos. Lá o encheram de antibióticos, deram-lhe suco de frutas e quando finalmente pôde comer, deram-lhe também comida. Depois o limparam, cortaram seu cabelo, vestiram-no com roupas que não eram o seu número. Mas e daí? As roupas estavam limpas, sem piolhos e era isso o que importava. Lucas não era burro. Na verdade, era bri¬lhante. Aprendeu a ler sozinho, e também a fazer contas. Lia como se devorasse os livros, observava como os de¬mais se comportavam, aprendeu a falar bem, lembrava-se sempre de lavar as mãos e escovar os dentes e também de dizer obrigado e, por favor. E aprendeu a sorrir. Isso foi o mais difícil. Sorrir não era natural, mas ele sorria. Passaram semanas e depois meses, até acontecer outro milagre. Um casal norte-americano apareceu por lá, conversou um pou¬co com ele. Na época, Lucas já se defendia bem em inglês, que aprendera com um professor. E quando se deu conta, já estava num avi...
o em direção a um lugar chamado Nova Jersey, e o casal o chamava de filho. Mas ele deveria ter notado que aquilo não duraria nada. Lucas aprendeu muita coisa. Ficou bonito. Tinha cabelo preto, olhos verdes, pele dourada. E cheirava bem. Falava bem. Porém, lá no fundo, o menino que não confiava em ninguém continuava vivo. Odiava que lhe dissessem o que fazer, e o casal de Nova Jersey achava que as crianças deveriam ser monitoradas o tempo todo, cada minuto de cada dia. E tudo se deteriorou rapidamente. Seu pai adotivo o acusava de não estar sendo grato, ten¬tava fazer com que demonstrasse gratidão. Sua mãe adotiva dizia que seu coração pertencia ao demônio e exigia que ficasse de joelhos em penitência, buscando salvação. Até o momento em que decidiram que ele não teria mesmo salvação. No aniversário de 10 anos, levaram Lucas a um edifí¬cio cinzento, deixando-o nas mãos do Serviço de Cuidado às Crianças. Lucas passou os oito anos seguintes de casa em casa. Mudava de família como quem troca de roupa. Uma ou duas foram legais, mas o resto. Mesmo adulto, suas mãos se fechavam em punhos ao pensar no que ele e os outros meninos sofreram. O último lugar em que esteve era tão horrível que, à meia-noite do dia em que completou 18 anos, pegou suas coisas, meteu numa fronha, debruçou-a sobre os ombros e foi embora. Lucas aprendera o que se tornaria a grande lição de sua vida. Sabia exatamente o que queria: respeito. Exatamen¬te isso, uma única palavra. E sabia também que o respeito sempre vem para os homens poderosos. E para os ricos. Por isso, queria ser as duas coisas. E trabalhou duro nas colheitas de Nova Jersey, durante o verão, e fazendo qualquer outro trabalho braçal que encontrava no inverno. Conseguiu seu diploma de Educação Fundamental, pois nunca deixou de ler e aprender com as leituras. Entrou num colégio público, mesmo estando sempre exausto e louco de sono. Também aprendeu a ter boas maneiras, a vestir roupas que favore¬ciam o seu corpo alto e musculoso. E, de repente, o caminho para o topo parecia aberto. Mais do que aberto, parecia fácil. Aos 33 anos, Lucas Vieira tinha tudo. Ou quase. Sim, quase tudo, pensou chateado naquele dia que co¬meçara com um café ruim e uma secretária inepta. Porém, a verdade é que só poderia culpar a si mesmo. Percebeu um acesso de raiva tomando conta dele, então ficou de pé e co¬meçou a caminhar pelo enorme escritório. Estranho, aquela demonstração de fúria não era nada comum para Lucas. Aprender a conter suas emoções também fora necessário para alcançar o êxito. No entanto, isso não era nada compa¬rado a ter perdido de vista sua última conquista, a mulher com a qual imaginava estar vivendo um relacionamento. No fim das contas, não passara de uma aventura. Seja lá como fosse essa história o deixou à beira do abismo. Per¬deria a compra das empresas de vinte bilhões de dólares de Leonid Rostov. E pensar que o negócio estava praticam...
lavra. E sabia também que o respeito sempre vem para os homens poderosos. E para os ricos. Por isso, queria ser as duas coisas. E trabalhou duro nas colheitas de Nova Jersey, durante o verão, e fazendo qualquer outro trabalho braçal que encontrava no inverno. Conseguiu seu diploma de Educação Fundamental, pois nunca deixou de ler e aprender com as leituras. Entrou num colégio público, mesmo estando sempre exausto e louco de sono. Também aprendeu a ter boas maneiras, a vestir roupas que favore¬ciam o seu corpo alto e musculoso. E, de repente, o caminho para o topo parecia aberto. Mais do que aberto, parecia fácil. Aos 33 anos, Lucas Vieira tinha tudo. Ou quase. Sim, quase tudo, pensou chateado naquele dia que co¬meçara com um café ruim e uma secretária inepta. Porém, a verdade é que só poderia culpar a si mesmo. Percebeu um acesso de raiva tomando conta dele, então ficou de pé e co¬meçou a caminhar pelo enorme escritório. Estranho, aquela demonstração de fúria não era nada comum para Lucas. Aprender a conter suas emoções também fora necessário para alcançar o êxito. No entanto, isso não era nada compa¬rado a ter perdido de vista sua última conquista, a mulher com a qual imaginava estar vivendo um relacionamento. No fim das contas, não passara de uma aventura. Seja lá como fosse essa história o deixou à beira do abismo. Per¬deria a compra das empresas de vinte bilhões de dólares de Leonid Rostov. E pensar que o negócio estava praticamen¬te fechado, muito perto de apenas ser formalizado. Todos queriam as empresas Rostov, mas Lucas queria mais que qualquer um. Anexá-las ao seu formidável império seria coroar todo o trabalho feito para conquistar o que já tinha. Poucos meses antes, quando o mercado soube que as empresas de Rostov poderiam estar à venda e que ele estaria vindo a Nova York, Lucas resolveu apostar. Não enviou cartas ou propostas a Rostov nem ligou para o seu escritório em Moscou. Em vez disso, enviou ao russo um cartão e uma caixa de charutos Havana, pois em todas as fotografias, Rostov aparecia com um charuto na boca. No verso do cartão, escreveu: Jantar em Nova York, sábado, 20 horas, Palace Hotel. Rostov mordera a isca. Jantaram num salão privado. Não falaram de negócios. Lucas sabia que Rostov o analisaria. O russo comeu e bebeu voraz¬mente. Lucas comeu pouco e bebeu lentamente. No fim da noite, Rostov deu um tapinha em suas costas e o convidou para visitar Moscou. E Lucas fez as viagens de ida e vol¬ta, sempre negociando com a ajuda de tradutores, pois o inglês de Rostov era primário, e Lucas não saberia o que dizer quando ele o cumprimentasse com um zdravstvuj e terminasse com um dasvidaniya. O russo de Lucas nem existia. Rostov estava mais uma vez em Nova York. — Vamos jantar novamente, Lucas, com uma garrafa de vodca, e farei de você um homem feliz. Só havia um problema: Rostov estaria com a mulher, Liana Rostov, que estivera com eles na última visita de Luc...
en¬te fechado, muito perto de apenas ser formalizado. Todos queriam as empresas Rostov, mas Lucas queria mais que qualquer um. Anexá-las ao seu formidável império seria coroar todo o trabalho feito para conquistar o que já tinha. Poucos meses antes, quando o mercado soube que as empresas de Rostov poderiam estar à venda e que ele estaria vindo a Nova York, Lucas resolveu apostar. Não enviou cartas ou propostas a Rostov nem ligou para o seu escritório em Moscou. Em vez disso, enviou ao russo um cartão e uma caixa de charutos Havana, pois em todas as fotografias, Rostov aparecia com um charuto na boca. No verso do cartão, escreveu: Jantar em Nova York, sábado, 20 horas, Palace Hotel. Rostov mordera a isca. Jantaram num salão privado. Não falaram de negócios. Lucas sabia que Rostov o analisaria. O russo comeu e bebeu voraz¬mente. Lucas comeu pouco e bebeu lentamente. No fim da noite, Rostov deu um tapinha em suas costas e o convidou para visitar Moscou. E Lucas fez as viagens de ida e vol¬ta, sempre negociando com a ajuda de tradutores, pois o inglês de Rostov era primário, e Lucas não saberia o que dizer quando ele o cumprimentasse com um zdravstvuj e terminasse com um dasvidaniya. O russo de Lucas nem existia. Rostov estava mais uma vez em Nova York. — Vamos jantar novamente, Lucas, com uma garrafa de vodca, e farei de você um homem feliz. Só havia um problema: Rostov estaria com a mulher, Liana Rostov, que estivera com eles na última visita de Luc...

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Comentários:
Roselena: AMEI. ...
Wanda santos: Muito bom super recomendo.
Monica borges: Uma historia linda linda de superação e amor verdadeiro que vence todas as situações gostei bastante.13-01-18.
Alê9: Muito bom, adorei!!!.
Ju: Amei muito...
minuche: realmente muito lindo essa história.as vezes nos deixamos levar pelas palavras não entendidas ou q foram escutadas em maus momentos,tbém. as aparências nos podem pregar 'peças',e ai reagimos ou pensamos q essa é a verdade e na vida real acontece muito disso...sabem,acho incrível o quanto de romance-histórias fictícias,tem a ver c a vida real.não é verdade??mas só nos romances 'tudo acaba bem'... pena...
Rosângela: Lindo, maravilhoso fiquei at triste qndo acabou rs.
esther vieira 2017.: Lindoooooooooooo!!!!!!!!!.
Adriana: Linda...27032016. Perfeita do início ao fim.
Riva: Muito muito Bom. .
Valmira: Fascinante e muito bom!!.
Mary : História maravilhosa amei .
GE: Muito bom, amei..
Lívia: Muito bom! Sexy, divertido, ri muito com o gato Tanto a mocinha quanto o mocinho são impagáveis. A Sandra Marton estava inspiradíssima quando escreveu esse romance! .
Manuela: Belo romance, adorei a parte em que ela leva o bendito gato e samambaia, hilário. Rir bastante no final uma linda história de amor, valeu..
gabrielly: lindoooo.
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