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A Noiva Guerreira

Livro: A Noiva Guerreira

Autor - Fonte: Jane Feather

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... Jane Feather Tradução: Jo Slavic Revisão: Vania Gusmão Revisão Final: Ana Pedrote Formatação: Raficha PRÓLOGO Rothbury House, Yorkshire, Inglaterra, 1617 ― Milord! William Decatur, conde do Rothbury, estava escrevendo um documento; ao ouvir o anúncio levantou a vista e apoiou com cuidado a pluma sobre o tinteiro de prata. Seus olhos, de um azul tão intenso como um amanhecer de verão, davam a impressão de atravessar o mensageiro. ― Estão perto? ― A um quilômetro e meio, Milord, e se aproximam a todo galope. O mensageiro secou a testa com um imundo lenço de tecido. Rodeava-lhe uma espécie de nuvem que fedia a suor e a cavalo. O conde pulverizou areia fina sobre o pergaminho, deixou cair cera derretida de uma vela acesa sobre sua assinatura e imprimiu nela seu anel de selo. Sem pressa, apartou para trás a cadeira de carvalho esculpido e ficou de pé. Nada deixava entrever seu semblante. ― Quantos são? ― Um batalhão completo, pelo menos, senhor. Cavalaria e infantaria. ― Ao mando de quem? O mensageiro titubeou. «Ao mando de quem?» A pergunta estalou como um disparo de mosquete. ― Levam o estandarte de Granville, senhor. William Decatur deixou escapar um suspiro. A porta se abriu às costas do mensageiro. O movimento era suave e inseguro; a mulher que entrou não mostrava suavidade nem insegurança. ― Já estão vindo? — perguntou a mulher, com os olhos cravados no conde com dolorosa intensidade. ― Querem nos jogar de nossa casa, não é, Milord? ― Sim, Clarissa, assim é. O olhar dos olhos azuis do homem pairava sobre a mulher de cabelos castanhos e sobre o menino de olhos enormes que estava junto dela, era inescrutável. O menino que Clarissa levava no ventre, sob o cinturão que pendia o grande anel com as chaves da casa, só se notava por um leve engrossamento de sua cintura e pelo gesto que apoiava uma mão no ve ...
tre e outra sobre o ombro já robusto de seu filho, gesto que pretendia proteger tanto o filho por nascer como ao nascido. _Levar-lhe-ão — disse ela, refletindo em seu rosto o esforço que fazia para controlar o tremor de sua voz. E então, o que será de nós, Milord? A dureza e a amargura que davam conta do ressentimento de sua esposa, que se negava a compreender a potência do impulso de consciência que induzia William a realizar semelhante sacrifício de jogar sua família ao exílio, à pobreza, a sujar o sobrenome de uma família orgulhosa com o cruel qualificativo de traição, fez-lhe encolher-se. Antes que ele pudesse responder, o barulho de cascos chegou pela janela aberta. Clarissa afogou uma exclamação e o menino, Rufus, visconde do Rothbury, filho e herdeiro do agora em desgraça conde do Rothbury, deu dois passos e se aproximou de seu pai, para diferenciar-se da debilidade da mulher. O conde baixou a vista até o menino de cabelos vermelhos e se encontrou com o limpo olhar azul de seu filho, tão intenso e direto como o seu. William lhe dirigiu um meio sorriso que levava consigo a profunda compaixão que sentia por esse menino a quem lhe arrebataria o direito que lhe correspondia por nascimento e se condenaria a viver como um proscrito. Logo, apoiou uma mão no ombro de seu filho e o levou até a janela aberta. Caía à noite; a força invasora se aproximava de maneira inexorável, fila detrás fila, avançando pelo atalho de cascalho que havia ante a fachada gasta pelo tempo da casa estilo isabelina. Os soldados armados com lanças e mosquetes e os infantes partiam detrás das três filas de cavalaria. Na brisa do anoitecer ondulava o estandarte real de James Stuart, rei da Inglaterra. Entretanto, não foi o pendão real o que provocou raios nos olhos do conde. Era a bandeira que ondulava junto a ele. O estandarte da casa de Granville. E, junto a ele, George, marquês de Granville, montando seu grande potro negro, com a cabeç ...

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Comentários:
Mary: É muito lindo perfeito .
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