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A Palavra Final é do Coração

Livro: A Palavra Final é do Coração

Autor - Fonte: Amanda Regina

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...Amanda Regina Violeta nº 3 Vivendo uma situação falsa, para atender a exigência de um testamento, Beatriz se surpreende ao perceber que os beijos de Sílvio a fazem estremecer de paixão e desejo. Digitalização: Akeru Revisão: Projeto Revisoras   Editora Tecnoprint Ltda., 1983 Todos os personagens deste livro são fictícios, semelhança com pessoas ou acontecimentos da vida mera coincidência. As nossas edições reproduzem integralmente os textos originais EDITORA TECNOPRINT LTDA.   1 O espelho comprido, grudado na porta do armário aberto, refletiu a imagem da noiva em todos os detalhes. A figura pequena, que os sapatos de salto alto faziam alcançar o metro e sessenta, estava toda ali, na superfície polida. Os lábios cheios e pintados com um batom rosa tremeram quando a moça se olhou. O vestido de seda pura, justo até a cintura e se alargando depois dos quadris, no seu branco neve, pareceu realçar ainda mais a pele morena da mulher jovem que o vestia. — Está linda! A voz de Conceição soou emocionada, enquanto os olhos escuros se voltavam para a figura da filha vestida de noiva. Beatriz se voltou para a mãe, os olhos brilhantes e um sorriso feliz. — Acha mesmo? Conceição concordou com um movimento de cabeça, sentindo um aperto estranho na garganta, mas sem deixar de encarar a moça à sua frente. — Você vai ser muito feliz — tentou imprimir uma confiança que não sentia na vo...
. — Não devia mentir, mamãe. Sei que jamais concordou com o meu namoro. — Não proibi e nem influenciei seu pai. A moça concordou com um movimento de cabeça. — Mas torceu para que não desse certo. Esperou até o último momento, possivelmente rezando. Conceição, os cabelos negros já entremeados de brancos, moveu novamente a cabeça, um certo ar de censura nos olhos castanhos e na expressão do rosto cuja pele lisa não revelava a idade que tinha. — Rezei apenas para que fosse o melhor. E me conformei, ao ver que vocês não desmanchavam — virou-se para pegar a grinalda sobre a cama. As mãos trêmulas dela tocaram o arranjo delicado, cheio de pérolas e pequenas flores de laranjeira, brancas e miúdas. Alargaram um pouco atrás, com cuidado para não tirar os pontos dados para firmar o véu. — Então! — otimista, Beatriz sorriu. — E claro que vou ser feliz, mamãe. Sabe quanto eu amo Leandro. Conversamos tanto a respeito. Pensei que a senhora estivesse convencida. Conceição se voltou para a filha. Já vestida para o casamento, o vestido de seda estampada em marinho e branco, de corte reto, revelando o corpo esguio, a mulher sorriu. — Você vai ser feliz — evitou uma resposta clara ao que Beatriz havia dito. — Eu sempre rezei para que fosse. — Não se preocupe mais! Beatriz deu um passo e abraçou-a, esquecendo a roupa e se lembrando apenas da emoção. Fora aquela a mulher que lhe dera a vida, que a criara, que a tratara sempre com tanto amor e compreensão. Não queria que seu coração estivesse pesado no dia em que devia ser o mais feliz de sua vida. — Vamos! Eu amo Leandro! — Até desistiu do curso na Suíça por causa dele. Aquela última exigência do noivo de Beatriz ainda estava engasgada na garganta da mãe. Ela fora uma das testemunhas do quanto a moça se tinha esforçado para conseguir a bolsa da Organização Mundial do Trabalho para ampliar os conhecimentos que o curso de Turismo lhe tinha conferido. Leandro, então, decidira apressar o casamento, em lugar de adiar, permitindo que Beatriz pudesse ir e voltar da Suíça. — Não é certo? Você desistiu de tanta coisa por papai! Nunca reclamou por não ter podido exercer a profissão que escolheu! — É diferente! Nós nos amamos. — Nós também! Não há diferença alguma! — rebateu Beatriz, um pouco surpresa com a reação da mãe. Conceição encarou-a fixamente. Estudou o oval do rosto da filha, vendo a tez morena, os olhos negros e um pouco repuxados, os cabelos negros e compridos, agora presos num coque no alto da cabeça, o nariz reto e um pouco grande, a boca de lábios cheios e naturalmente vermelhos. — O amor também cede, Beatriz. Condescender, transigir. são verbos que precisam ser conjugados todos os dias num casamento. — Eu estou condescendendo. transigindo. — Só você — e, como se arrependesse da afirmação, Conceição apertou os lábios. — Esqueça. Já está quase feito. Falta pouco —...
com tanto amor e compreensão. Não queria que seu coração estivesse pesado no dia em que devia ser o mais feliz de sua vida. — Vamos! Eu amo Leandro! — Até desistiu do curso na Suíça por causa dele. Aquela última exigência do noivo de Beatriz ainda estava engasgada na garganta da mãe. Ela fora uma das testemunhas do quanto a moça se tinha esforçado para conseguir a bolsa da Organização Mundial do Trabalho para ampliar os conhecimentos que o curso de Turismo lhe tinha conferido. Leandro, então, decidira apressar o casamento, em lugar de adiar, permitindo que Beatriz pudesse ir e voltar da Suíça. — Não é certo? Você desistiu de tanta coisa por papai! Nunca reclamou por não ter podido exercer a profissão que escolheu! — É diferente! Nós nos amamos. — Nós também! Não há diferença alguma! — rebateu Beatriz, um pouco surpresa com a reação da mãe. Conceição encarou-a fixamente. Estudou o oval do rosto da filha, vendo a tez morena, os olhos negros e um pouco repuxados, os cabelos negros e compridos, agora presos num coque no alto da cabeça, o nariz reto e um pouco grande, a boca de lábios cheios e naturalmente vermelhos. — O amor também cede, Beatriz. Condescender, transigir. são verbos que precisam ser conjugados todos os dias num casamento. — Eu estou condescendendo. transigindo. — Só você — e, como se arrependesse da afirmação, Conceição apertou os lábios. — Esqueça. Já está quase feito. Falta pouco — consultou o relógio de ouro preso no pulso esquerdo — quase quatro e meia. Um pouco mais e você vai ter que sair, se quer mesmo chegar às seis em ponto na igreja. — Uma pena que não possa ir de moto! — suspirou Beatriz, um pouco travessa, para a mãe. — Também isso — ouviu Conceição dizer baixinho. Sem querer, lembrou do último sacrifício, como tinha dito a mãe. A moto tinha sido vendida no dia anterior. Leandro precisava do dinheiro para uma parcela do apartamento que iam ocupar e que ele estava comprando com certo sacrifício. Conceição ergueu os braços, mantendo a grinalda acima da cabeça da filha. — Agora, fique quieta! — recomendou, enquanto encaixava o arranjo nos seus cabelos negros. — Quero que tudo saia perfeito, até mesmo isso. Lentamente, a mulher foi acertando a grinalda, permitindo que o véu escorregasse pela seda pura e alcançasse o chão, ajudado pelas mãos pequenas e bem manicuradas de Beatriz. — Vire-se e aprecie-se no espelho — pediu Conceição, ajeitando aqui e ali, enquanto Beatriz obedecia, parecendo encantada com a imagem que o espelho estava lhe devolvendo. — Eu me sinto tão diferente. — confessou. — Todas as noivas se sentem dessa maneira — sorriu a mãe, aquela sombra teimosa de pesar aparecendo no fundo dos olhos escuros. — Um dia, eu me senti assim. Um pouco mais sonhadora, sem dúvida. — Por que mais sonhadora? — Eu amava seu pai. Não tinha dúvida sobre o que queria e nem sobre o...
consultou o relógio de ouro preso no pulso esquerdo — quase quatro e meia. Um pouco mais e você vai ter que sair, se quer mesmo chegar às seis em ponto na igreja. — Uma pena que não possa ir de moto! — suspirou Beatriz, um pouco travessa, para a mãe. — Também isso — ouviu Conceição dizer baixinho. Sem querer, lembrou do último sacrifício, como tinha dito a mãe. A moto tinha sido vendida no dia anterior. Leandro precisava do dinheiro para uma parcela do apartamento que iam ocupar e que ele estava comprando com certo sacrifício. Conceição ergueu os braços, mantendo a grinalda acima da cabeça da filha. — Agora, fique quieta! — recomendou, enquanto encaixava o arranjo nos seus cabelos negros. — Quero que tudo saia perfeito, até mesmo isso. Lentamente, a mulher foi acertando a grinalda, permitindo que o véu escorregasse pela seda pura e alcançasse o chão, ajudado pelas mãos pequenas e bem manicuradas de Beatriz. — Vire-se e aprecie-se no espelho — pediu Conceição, ajeitando aqui e ali, enquanto Beatriz obedecia, parecendo encantada com a imagem que o espelho estava lhe devolvendo. — Eu me sinto tão diferente. — confessou. — Todas as noivas se sentem dessa maneira — sorriu a mãe, aquela sombra teimosa de pesar aparecendo no fundo dos olhos escuros. — Um dia, eu me senti assim. Um pouco mais sonhadora, sem dúvida. — Por que mais sonhadora? — Eu amava seu pai. Não tinha dúvida sobre o que queria e nem sobre o...

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Comentários:
Yasmin Stanlavisck : Lindo romance :exitante ,excêntrico,td de bom.Gostei muito da Beatriz e do Sílvio um casal magnífico. .
Nany: Muito linda esta história,o mocinho desta história é encantador,e a vó é uma doçura .
rafaela : muito bom esse livro a historia e interessantes os nomes facil muito boa gostei. .
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