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A maldição dos rubis

Livro: A maldição dos rubis

Autor - Fonte: Sarah Holland

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... - A maldição dos rubis
(Bluebeard\\\'s Bride)
Sarah Holland

Um amor feito de mentiras poderia resistir à verdade?
Fascinada, Elizabeth não conseguiu desviar os olhos daquele incrível colar de rubis que brilhava contra o veludo negro do estojo.
"É seu presente de Natal, querida!” Mark afirmou com um sorriso, prendendo-lhe a jóia no pescoço.
No mesmo instante, um silêncio pesado tomou conta da sala. Todos a fitavam assustados, como se vissem um fantasma. Pareciam enfeitiçados pelos rubis!



Digitalização: Lerinha Silva
Revisão: Vitória



Copyright: Sarah Holland
Título original: "Bluebeard\\\'s Bride"
Publicado originalmente em 1985
pela Mills & Boon Ltd., Londres, Inglaterra
Tradução: Zécarlos Nunes
Copyright para a língua portuguesa: 1986
Nova Cultural
Esta obra foi composta na Linoart Ltda.
e impressa na Divisão Gráfica da Editora Abril S.A.
Foto da capa: Keystone

Capítulo 1
Elizabeth olhou mais uma vez pelo retrovisor, n
tando que a limusine preta continuava atrás. Ela detestava fazer sozinha a viagem para a casa da irmã, em Essex, e agora, mais do que nunca, estava apreensiva. Aquele carro a seguia desde Londres, não havia dúvidas.
A princípio não tinha dado importância, dizendo-se que se tratava apenas de coincidência, mas, ao diminuir a marcha para tomar uma estrada secundária, viu que o enorme veículo escuro também saía da estrada principal, sem ultrapassá-la. Seus faróis continuavam brilhando a alguns metros de distância.
Faltavam ainda uns dez minutos de viagem para que chegasse à casa de Melanie. Elizabeth pensou com satisfação na sala quentinha e na lareira acesa que a esperavam. Gostaria que houvesse bastante gente lá, hoje. A irmã possuía muitos amigos, todos músicos e escritores, que costumavam se reunir na casa antiga de tijolos aparentes, onde ambas haviam passado a in¬fância.
Com um suspiro, ela pisou fundo no acelerador, querendo vencer depressa os quilômetros que restavam.
A estrada parecia ainda mais escura neste trecho, pois não havia tráfego algum. Somente os faróis de seu carro iluminavam o caminho à frente. e os faróis da limusine atrás. Sentiu um arrepio de medo. Afinal, por que alguém a seguiria? Especial¬mente alguém rico o suficiente para possuir uma limusine!
Era somente uma garota comum, pensou, lutando para ganhar a vida e construir sua carreira. No momento, mantinha-se com a herança que os pais, mortos há dois anos, tinham deixado, mas em breve o dinheiro acabaria, obrigando-a a arrumar um em¬prego. No entanto, esperava que antes disso conseguisse realizar o sonho que, junto com a irmã, cultivava desde a infância.

Foi Melanie quem começou com tudo, brincando com o anti¬go e empoeirado piano da sala, quando o tempo não lhes permi¬tia sair. Elizabeth cantava, acompanhando-a e, com o passar dos anos, a irmã começou a compor suas próprias melodias.
Agora estavam empenhadas num trabalho sério, mas assim mesmo não parecia haver diferença entre as tardes chuvosas dos dias de infância e as horas passadas atualmente no pequeno es¬túdio de gravação que haviam conseguido montar nos fundos da casa de Essex.
O motor do carro começou a falhar de repente, obrigando Elizabeth a voltar ao presente. Alarmada, afundou ainda mais o pé no acelerador, mas só o que conseguiu foi fazer acender uma luz vermelha de advertência no painel: a gasolina estava aca-bando! Por Deus, isso não podia acontecer! Tinha pensado em parar no posto, há uns dez quilômetros, mas não o fizera jus¬tamente por causa daquela limusine que a seguia.
O motor soltou um último ronco e então o carro parou de uma vez. Elizabeth engoliu em seco ao ver que a limusine tam¬bém parava, a poucos metros de distância. Sem alternativa, tra¬vou as duas portas e subiu o vidro da janela, nervosa. Perma¬neceu sentada, recusando-se a qualquer movimento. Nada se movia, nenhum ruído; tudo que podia escutar era a própria ...

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Comentários:
Agnes: Ai que lindo 05/05/2018.
Valéria : Gostei .
Aninha: Bom divertimento.
Mary Santos: No começo é tanto mistério que agente fica imaginando as piores coisas.mais o romance é simplesmente fascinante gostei muito .
Mônica Borges: Nossa este romance é muito bom, quando você começa a ler não tem como parar, o suspense é muito grande mais recompensa agente ler muito emocionante eu recomendo..
Eva: Muito bom...amei este livro..
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