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As meninas que vieram das estrelas

Livro: As meninas que vieram das estrelas

Autor - Fonte: Marcos Aragão Correia

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...Marcos Aragão Correia
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First published by AuthorHouse
Th is book is printed on acid-free paper.
2010 Marcos Aragão Correia. All rights reserved.
ISBN: 978-1-4520-5875-7 (sc)
10/10/2010
1
Dedicado a todos os Espíritos do Amor,
para que nunca deixem de acreditar e desejar intensamente um
Mundo melhor.
Em especial memória de
Francesca Orofi no,
Joana Cipriano,
Madeleine McCann.

3
Capítulo 1
Suavemente Sara abria o seu livro preferido. Era um livro de magia
repleto de histórias de encantar, as quais faziam com que a sua mente se
libertasse e deixasse para trás os problemas do dia a dia.
O coração de Sara, uma menina de nove anos, palpitava de alegria
ao penetrar em mundos de sonho, bem melhore
do que aquele que a
rodeava.
Os seus longos cabelos lisos e pretos, que contrastavam com a sua
pele muito branca, tocavam as páginas abertas do livro, enquanto os seus
lindos olhos castanhos procuravam sedentamente o último parágrafo que
havia lido.
Não haviam passado mais do que alguns minutos, e o senhor João
Nóbrega, pai de Sara, irrompe pelo quarto da fi lha sem sequer bater à
porta.
- Sara Nóbrega! – gritou furiosamente. – Outra vez lendo porcarias de
magia, em vez de estudares?!
- É que eu. – hesita Sara com receio, evitando olhar para o pai.
- Não quero saber nada das tuas desculpas. Dá-me já essa porcaria –
nisto puxando bruscamente o livro que Sara de forma tão doce abraçava.
– O que é que eu já te disse? – gritava, enquanto folheava o livro. – Não
estou a criar uma fi lha para ser uma inútil, que só se interessa por coisas
das quais não se pode ganhar dinheiro!
- Mas pai, eu já tinha estudado.
Marcos Aragão Correia
4
- Não interessa – afi rma com raiva – Não quero que percas tempo lendo
nada relacionado com magia. Compreendeste bem???
Sara calou-se, percebendo que de nada serviria argumentar com o
pai.
- E para mais – continuou o senhor João – este livro acabou-se. – e
subitamente começou a rasgar o livro com grande violência.
- Não, por favor pai. é o meu livro preferido. – implorou Sara quase
a chorar.
Mas de nada servia. Uma chuva de pedacinhos de papel caía sobre a
alcatifa do quarto de Sara, como se um deus maldoso tivesse mandado
uma tempestade horrenda sobre aquela pobre criança.
Sara estava desolada. As lágrimas que até então conseguira conter,
escorriam agora pela sua face, ao mesmo tempo que lhe invadia um misto
de sentimento de tristeza e impotência.
Ouvindo o barulho, a mãe de Sara, a senhora Teresa Nóbrega, dirige-se
ao quarto da fi lha para ver o que se passava.
- É esta miúda inútil, que não estuda e perde o seu tempo com estas
coisas de. – explicava o senhor João à esposa enquanto mudava o tom
de voz para ridicularizar – . magia!
- Filha – justifi ca a mãe num tom de absoluta passividade – Tens que
compreender que o teu pai tem razão naquilo que diz. Não podes viver
num mundo de fantasia.
Ao sentir-se atacada também pela mãe, Sara, chorando já
abundantemente, grita:
- Não é um mundo de fantasia, é um mundo bem real! Não tenho
culpa que vocês não acreditem, mas têm que respeitar aquilo em que eu
acredito!
- Insolente, como te atreves a gritar connosco? – questiona o senhor
João aproximando-se de Sara; e nisto desfere-lhe uma violenta bofetada
na face já toda molhada.
Ao som estridente do sopapo, seguiu-se um silêncio avassalador. Sara
olhou para o pai com grande reprovação. Não precisava dizer nada. Os seus
olhos penetravam nos olhos do pai com uma intensidade crítica tal que
pareciam mesmo queimar a própria alma deste. Este momento pareceu
durar uma eternidade.
Sara ...

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