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A morada da felicidade

Livro: A morada da felicidade

Autor - Fonte: Sara Craven

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... Copyright: SARA CRAVEN Título original: "A GIFT FOR A LION\\\' Publicado originalmente em 1977, pela Mills & Boon Ltd., Londres Tradução: MARCELO CORÇÃO Copyright para a língua portuguesa, 1978 Abril S. A. Cultural e Industrial S. A., SP Digitalização e Revisão: Gisacb4 Resumo: Joanna nunca esperava entregar-se a emoções mais profundas e os sentimentos que a faziam cair nos braços de Tony, um antigo namorado dos tempos de infância, não passavam de uma brincadeira juvenil descompromissada, que nunca poderia mudar o seu modo de vida e proibir a sua total liberdade. Mas um cruzeiro de férias pelo Mediterrâneo, iria jogá-la num torvelinho de uma grande paixão quando, inadvertidamente, foi parar numa ilha que Joanna descobriu ser um paraíso. Lá um enigmático leão de pedra no topo do mais alto penhasco fazia cumprir uma lenda local: por mais forte que fosse a mulher, ela nunca resistiria aos desejos do senhor da ilha! CAPÍTULO I O sol, pensou Joanna, com os olhos sonolentos. O sol dourado, glo¬rioso. Suspirou indolentemente, com a cabeça apoiada nos braços. Ah, que bom estar ali, longe da vigilância do pai e dos comentários de Tia Laura: "O que as pessoas vão dizer?." Sorriu. O que diria a tia se a visse espichada no convés do Luana, com a parte de cima do biquíni solta para bronzear por igual as costas macias, a toalha pendurada numa corda para protegê-la dos cu¬riosos que pudessem estar nas imediações da pequena baía de Calis¬ta, no Mediterrâneo? 0 Luana ancorara ali no dia anterior, ao entardecer, mas nenhum dos quatro ocupantes — Joanna, Mary, Tony e Paul, o noivo de Mary — tinha ânimo para ir até o porto. Comeram simplesmente o que havia a bordo e dormiram. De manhã, porém, os dois rapazes resol¬veram ir à praia para buscar alimentos e ver as distrações que Calis¬ta podia oferecer. Mary, que não largava Paul um minuto, ofereceu-se imediatamente para acompanhá-los. Joanna, contudo, re ...
usou. Calista devia ser pitoresca, com as casas brancas e os telhados ver¬melhos que se aglomeravam junto à praia, mas era também muito suja, na sua opinião, e o porto, com barcos de todos os tamanhos e formatos, cheirava mal. Além disso, para ser franca, preferia descansar um pouco da conversa ininterrupta de Mary e desfrutar algumas horas de paz e sossego absoluto. Joanna sentiu remorso do pensamento maldoso. Afinal, se Mary não concordasse em vir, não teria podido aceitar o convite. Por mais moderno e liberal que fosse o pai, na ponte de um navio ou no alto de seu escritório em Whitehall, era um homem conserva¬dor quando se tratava da boa educação: E, na sua opinião, uma moça bem-educada não podia velejar sozinha pelo Mediterrâneo na companhia de um rapaz, ainda mesmo que fosse seu primo e, prova-velmente, futuro marido. Foi por isso que Joanna convidou Mary e Paul para acompanhá-los. Na conversa particular que tivera com o pai antes de embarcar, Tony recebera algumas recomendações severas sobre o tipo de com¬portamento que Sir Bernard Leighton, contra-almirante, esperava de alguém que seria o companheiro da filha. Tony provavelmente saíra da sala do pai com as orelhas vermelhas, pensou Joanna, dando um sorrisinho ao imaginar a cena. De qualquer maneira, o comporta¬mento de Tony tinha sido circunspecto ao extremo, e Joanna prefe¬ria que fosse assim. As tentativas de namoro de Tony eram agradá¬veis, mas não tremendamente excitantes, e Joanna tinha a impres¬são de que os dois podiam chegar um dia a ter um ótimo relaciona¬mento — contanto que Tony não apressasse as coisas. Às vezes pensava que Tony tinha um certo medo dela, o que no fundo não lhe desagradava inteiramente. De uma coisa pelo menos estava certa: a liberdade e a independência eram essenciais no casa¬mento. Tony jamais imporia sua vontade ou tentaria dominá-la, e esta era uma das razões que tornavam o casamento aceitável. Joan¬na convivera com um homem domina ...

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Comentários:
Eva: E sem grandes emocoes.
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