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VÍDEO: É O FIM DO MUNDO OU O COMEÇO

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Coração partido

Livro: Coração partido Página 2

Autor - Fonte: Carol Wagner

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...dade. Era quarenta anos mais velha que Lori, e às vezes falava como se fosse sua mãe. — Pretende falar com o pai e os avós dele sobre a cirurgia? — Não tenho a menor idéia do paradeiro do pai de Danny. A última vez em que ouvi falar dele, estava tocando numa banda de rock des¬conhecida da Nova Zelândia. — E Charles e Lydia? — Um dos motivos pelos quais estou considerando essa mudança para Ohio é a possibilidade de afastar Danny dos avós. Minha doença é a desculpa perfeita para voltarem a insistir naquela história de adotarem meu filho. Se souberem o quanto a cirurgia é séria, podem exigir a custódia em juízo, e não estou disposta a lidar com isso agora. — Ainda não os perdoou pelo que aconteceu quando Danny nasceu, não é? — Não. Jamais esquecerei o dia em que entraram no quarto da ma-ternidade com um advogado, exigindo que lhes desse meu filho. Fizeram ameaças e, quando perceberam que seria inútil, ofereceram dinheiro em troca da criança. — Reconheço que eles não tiveram o menor tato. — Tiveram o mesmo tato com o qual lidam com todas as situações que enfrentam. Ameaças, poder e dinheiro. São essas as armas que usam. — E assim, passou os últimos oito anos lutando para ter mais dinheiro e poder que eles, pensando que isso manteria seu filho seguro e salvo. — Essa conversa está ficando muito psicanalítica. — Eles amam Danny, Lori. Tanto quanto você. — Gertrude, por favor — gemeu, sentindo-se novamente aque...
a mãe solteira jovem e pobre, apavorada e acuada. — Não quero mais discutir esse assunto. — Então, vamos esquecê-lo — a médica concordou, embora ainda tivesse muito a dizer. — Obrigada. — Um dia, quando tiver a minha idade, entenderá tudo isso e será capaz de perdoá-los. — Talvez. — Pena que será tarde demais para todos. — Gertrude, você disse que íamos esquecer o assunto. Quanto à cirurgia, acho que podemos aproveitar as férias de Danny para nos mu¬darmos para Ohio. Até lá, terei transferido boa parte de meus clientes para outros corretores, e a fusão com a Companhia Clifton já estará. — Lori, você irá o mais breve possível. Está quinze quilos abaixo do peso ideal e perigosamente exausta. Quero que descanse, relaxe e reconstrua as defesas do corpo antes da cirurgia. — Por quanto tempo? — Por um mínimo de quatro meses. Sei que pode afastar-se da cidade por mais tempo que isso, e a Cárter, Finkbeiner e Strauss já deve estar lhe devendo duas ou três férias vencidas. — Tenho responsabilidades, Gertrude. — Não tente discutir, ou transformarei esses quatro meses em seis. Lori respirou fundo, mordeu o lábio e manteve-se em silêncio. — Melhor assim — a médica sorriu. — Você é teimosa, mas tem bom senso. Sabe quando deve lutar e quando é melhor retroceder. Por isso tenho tanta certeza de que vai superar tudo isso. — Acha mesmo, Gertrude? — Tenho certeza absoluta. — Espero que esteja certa. Pode tomar as providências e combinar tudo com seu cunhado. — Sabia que tomaria a decisão correta. E já que resolvemos o pro¬blema, o que acha de almoçarmos juntas? Estou morta de fome, e você precisa manter-se bem alimentada. — Não posso, Gertrude. Não tenho tempo e. — Faça o tempo. Além do mais, ficarei ofendida se recusar um convite meu. — Nesse caso. — Lori sorriu, apanhando a bolsa e o casaco. Lori e Danny chegaram em Ohio na segunda semana de fevereiro, a tempo de desfrutar um pouco do calor agradável do campo e das tardes de sol claro. — Olá, sra. Fenton. Posso entrar? — alguém perguntou da porta de tela que abria-se da cozinha para a varanda. A voz pertencia a uma mulher baixa, gorda e sorridente, com cabelos grisalhos e encaracolados que a faziam parecer um anjo barroco. — Por favor, entre — Lori convidou, lembrando-se do que Gertrude havia dito sobre visitas inesperadas e vizinhos solícitos. — Pensei em vir antes, mas achei melhor deixar você e seu filho acomodarem-se. Seja bem vinda à Fazenda Willow Creek, querida. Meu nome é Serena Damschroeder. — E o meu é Lori Fenton. Obrigada pela gentileza, Serena. — Por nada. E também já sabia seu nome — ela riu. — Na verdade, estávamos a sua espera. Espero que tenha gostado das acomodações. — Oh, sim, muito! — Lori admitiu, apesar do ligeiro temor que sentira ao ver o tamanho daquela casa. Passara a vida toda morando em apartamentos, e seus equipamentos de cozinh...
mar as providências e combinar tudo com seu cunhado. — Sabia que tomaria a decisão correta. E já que resolvemos o pro¬blema, o que acha de almoçarmos juntas? Estou morta de fome, e você precisa manter-se bem alimentada. — Não posso, Gertrude. Não tenho tempo e. — Faça o tempo. Além do mais, ficarei ofendida se recusar um convite meu. — Nesse caso. — Lori sorriu, apanhando a bolsa e o casaco. Lori e Danny chegaram em Ohio na segunda semana de fevereiro, a tempo de desfrutar um pouco do calor agradável do campo e das tardes de sol claro. — Olá, sra. Fenton. Posso entrar? — alguém perguntou da porta de tela que abria-se da cozinha para a varanda. A voz pertencia a uma mulher baixa, gorda e sorridente, com cabelos grisalhos e encaracolados que a faziam parecer um anjo barroco. — Por favor, entre — Lori convidou, lembrando-se do que Gertrude havia dito sobre visitas inesperadas e vizinhos solícitos. — Pensei em vir antes, mas achei melhor deixar você e seu filho acomodarem-se. Seja bem vinda à Fazenda Willow Creek, querida. Meu nome é Serena Damschroeder. — E o meu é Lori Fenton. Obrigada pela gentileza, Serena. — Por nada. E também já sabia seu nome — ela riu. — Na verdade, estávamos a sua espera. Espero que tenha gostado das acomodações. — Oh, sim, muito! — Lori admitiu, apesar do ligeiro temor que sentira ao ver o tamanho daquela casa. Passara a vida toda morando em apartamentos, e seus equipamentos de cozinha mal enchiam metade dos armários. — Posso fazer algo para ajudá-la? Se quiser, posso mandar uma das meninas aqui. Tenho quatro filhas, sabe? — Quatro? — Sim, mas apenas Dede, a mais nova, ainda está em casa. É claro que as outras moram perto, e ainda tenho os três rapazes que. — Tem sete filhos? — E quatro netos. — Meu Deus! — Lori exclamou. Havia sido filha única, os pais estavam mortos e não tinha parentes, fossem próximos ou distantes. — Todos os Damschroeder têm grandes famílias — Serena disse orgulhosa. — Você só tem um filho? Lori fez um sinal para que ela se sentasse junto à mesa e respondeu: — Sim, Danny. Ou melhor, Daniel. Ele tem oito anos! — É um lindo garoto. Já o vimos descendo do ônibus escolar como se estivesse totalmente à vontade com o novo ambiente. Deve ser muito inteligente. — Sim, muito. — Gertrude Bengston disse que você precisaria de ajuda de vez em quando, e que teria de encontrar alguém para cuidar de Danny enquanto estivesse no hospital. — É verdade. Pode me indicar alguém de confiança? — Eu, é claro! Adoraria ter aquele lindo garoto por perto. Meu neto é da mesma idade de Danny, e os dois poderiam brincar juntos. — Eu. Bem, muito obrigada — Lori sorriu. Em Nova York, cos¬tumava passar meses entrevistando candidatas quando precisava contra¬tar uma babá. Mas agora, só tinha de olhar para o rosto sorridente e amável de Serena para tomar a decisão. — Tenho certeza de qu...
a mal enchiam metade dos armários. — Posso fazer algo para ajudá-la? Se quiser, posso mandar uma das meninas aqui. Tenho quatro filhas, sabe? — Quatro? — Sim, mas apenas Dede, a mais nova, ainda está em casa. É claro que as outras moram perto, e ainda tenho os três rapazes que. — Tem sete filhos? — E quatro netos. — Meu Deus! — Lori exclamou. Havia sido filha única, os pais estavam mortos e não tinha parentes, fossem próximos ou distantes. — Todos os Damschroeder têm grandes famílias — Serena disse orgulhosa. — Você só tem um filho? Lori fez um sinal para que ela se sentasse junto à mesa e respondeu: — Sim, Danny. Ou melhor, Daniel. Ele tem oito anos! — É um lindo garoto. Já o vimos descendo do ônibus escolar como se estivesse totalmente à vontade com o novo ambiente. Deve ser muito inteligente. — Sim, muito. — Gertrude Bengston disse que você precisaria de ajuda de vez em quando, e que teria de encontrar alguém para cuidar de Danny enquanto estivesse no hospital. — É verdade. Pode me indicar alguém de confiança? — Eu, é claro! Adoraria ter aquele lindo garoto por perto. Meu neto é da mesma idade de Danny, e os dois poderiam brincar juntos. — Eu. Bem, muito obrigada — Lori sorriu. Em Nova York, cos¬tumava passar meses entrevistando candidatas quando precisava contra¬tar uma babá. Mas agora, só tinha de olhar para o rosto sorridente e amável de Serena para tomar a decisão. — Tenho certeza de qu...

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Comentários:
Mary Santos: O romance é curto mais é simplesmente lindo amei .
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