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A Paixão Sombria

Livro: A Paixão Sombria

Autor - Fonte: Gena Showalter

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...Capítulo Um

.Desviou a atenção das pessoas a seu redor. A luz da calada lua derramada do céu, mesclando-se com o resplendor âmbar das luzes e lançando sombras nas vias pavimentadas. Os edifícios se estendiam por toda parte, alguns dos pontos mais altos envoltos em toldos verdes claro, o contraste perfeito para as árvores esmeraldas que se elevavam em suas bases.
Bonito, tanto como o eram os caixões.
Os humanos sabiam que estavam se desvanecendo. Demônios, cresciam sabendo que teriam que abandonar tudo e a todos os que amavam, e, entretanto, como já tinha observado, não exigiam nem sequer pediam mais tempo. Mas como. Fascinava-o. Se Aeron soubesse que logo seria separado de seus amigos, os outros guerreiros possuídos por demônios que passou os últimos milhares de anos protegendo, faria qualquer coisa — sim, inclusive implorar — para trocar seu destino.
Assim por que não os mortais? O que eles sabiam que ele desconhecia?
— Não estão morrendo. — Disse seu
migo Paris a seu lado — Vivem enquanto têm a oportunidade.
Aeron soltou um bufo. Essa não era a resposta que procurava. Mas como poderiam viver enquanto tivessem a oportunidade quando sua “oportunidade” não era mais que uma mera piscada de tempo?
— São frágeis. Destroem-se facilmente. Como bem sabe.
Cruel por sua parte dizê-lo por que… A namorada? Amante? Fêmea escolhida? De Paris, o que fosse, foi recentemente assassinada a tiros diante dele. Ainda assim, Aeron não podia lamentar as palavras.
Paris era o guardião da Promiscuidade, obrigado a ir à cama de diferentes humanas cada dia ou se debilitaria e morreria. Não podia permitir o luxo de chorar a perda de uma amante em concreto. Especialmente uma amante inimiga, caso de sua pequena Sienna.
Aeron odiava admitir, mas em certo grau, alegrava-se de que a mulher estivesse morta. Ela teria utilizado as necessidades de Paris contra ele e finalmente o teria arrastado à ruína.
Eu, entretanto, garantirei sua segurança para sempre. Era uma promessa. O rei dos deuses tinha dado a Paris uma escolha: O retorno da alma de sua mulher ou a liberdade de Aeron de um horrendo frenesi de sangue que constantemente dançava com pensamentos de mutilação e assassinato por sua mente. Pensamentos, estava envergonhado de admitir, sob os quais tinha agido. Uma e outra vez.
Por causa dessa maldição, Reyes, o guardião do demônio da Dor, quase tinha perdido a sua amada Danika. De fato, Aeron tinha estado preparado para abater esse golpe mortal, a folha afiada, levantada… Caindo para seu bonito pescoço. Mas justo antes do contato, Paris tinha escolhido Aeron e a loucura o tinha deixado imediatamente, perdoando a vida de Danika.
Uma parte de Aeron ainda se sentia culpado pelo que quase tinha ocorrido e sobre as consequências da escolha de Paris. Uma culpa que era como ácido nos ossos, o devorando. Agora Paris sofria enquanto ele se deleitava em sua liberdade. Isso não significava, entretanto, que demonstraria a Paris misericórdia neste assunto. Amava muito seu amigo para isso. Mais que isso, Aeron devia a ele. E Aeron sempre pagava suas dívidas.
Daí a razão pela qual se encontravam neste telhado.
Cuidar de Paris, entretanto, não era uma tarefa fácil. Durante as passadas seis noites Aeron tinha conduzido aqui a seu amigo em meio de incessantes protestos. Paris só tinha que escolher uma mulher, então Aeron procurava e se assegurava de que os dois estivessem a salvo, enquanto tinham sexo. Mas cada noite, a escolha se fazia mais tarde. E mais tarde.
Aeron tinha a sensação de que desta vez Paris e ele se sentariam aqui e falariam até a saída do sol.
Se o guerreiro agora deprimido tivesse evitado a estes fracos mortais como fazia Aeron, agora não desejaria o que não podia ter. Não estaria desesperado por isso, negando-lhe para toda a eternidade.
Aeron suspirou.
— Paris. — Começou. Então se deteve. Como deveria continuar? — Seu lamento deve terminar. — Bem. A...

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Comentários:
Agnes: Lindo lindo lindo. Amo essa série. 28/04/2017.
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