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A Princesa de Gelo

Livro: A Princesa de Gelo

Autor - Fonte: Elizabeth Hoyt

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... A Princesa de Gelo Elizabeth Hoyt Havia uma vez, em um reino muito, muito longínquo, uma princesa feita completamente de gelo. A princesa de gelo. Como um presente para seus fãs, Elizabeth Hoyt escreveu um livro totalmente novo, nunca antes publicado, é uma história curta chamada a princesa de gelo. Esta história nos apresenta Coral, um personagem secundário da trilogia: O Príncipe Corvo, O Príncipe Leopardo e O Príncipe Serpente. Capítulo 1 Londres, 1762. A madame de um infame bordel tem que lutar com uma grande variedade de personalidades masculinas, refletiu Coral Smythe. Lordes bêbados, mercadores arrogantes, imaturos jovenzinhos a borda do abismo de sua própria ruína e, simplesmente, muitos homens com mais dinheiro nos bolsos que sentido comum na cabeça. Mas poucos homens eram tão irritantes, provocadores, desconcertantes ou broncos como um puritano capitão naval. Um atraente capitão naval. Coral tocou com um dedo a máscara dourada que ocultava seu rosto, revisando como sempre que estivesse em seu lugar. Uma vez comprovado, desceu pelas escadas que fazia o adornado antro que era a Gruta de Afrodite. O local estava animado essa noite. A grande escada se estendia para o saguão. Ao outro lado do mesmo se encontravam as duas portas de entrada à Gruta; sobre sua cabeça Afrodite pulava entre nuvens pintadas de rosa com seus bem dotados amantes e debaixo. Bom, debaixo era um alvoroço, naturalmente. Damas (algumas da noite, algumas de verdade), rondavam com máscaras, cobrindo seus rostos muito melhor que seus corpos. Os cavalheiros (aqui o termo tinha uma ampla fila de interpretações) pavoneavam-se, gritavam e chocavam uns com outros em farra bêbada. Coral franziu os lábios debaixo da máscara. Uns tolos, todos eles. Todos esses homens esperando para perder seu dinheiro. E em troca do que? Uns seios suaves? Uma boca quente e úmida lhes mamando o membro? Um prazer insensato e efêmero, que des ...
parecia com as primeiras luzes da manhã. Os homens eram tão idiotas, todos tão iguais em seus desejos e demandas. Duques ou comerciantes de carvão, todos elevavam a vista e riam enquanto Afrodite lhes sorria de entre suas nuvens. Todos menos um puritano capitão naval. O capitão Isaac Wargate se encontrava como um pássaro de mau agouro a um lado do salão. Ainda vestia a longa capa de seu uniforme a pesar do calor no concorrido recinto e levava seu chapéu debaixo de um braço. Observava tudo sem expressão alguma, mas Coral sabia que havia reprovação nesses olhos ardilosos que olhavam tudo debaixo de umas grossas sobrancelhas negras. Que homem irritante. Dirigiu-se lentamente para ele, de alguma forma consciente de que ele já sabia de sua presença, embora não se dignasse em olhá-la. Dessa maneira, ela podia estudá-lo: seu longo nariz de perfil, seus grossos lábios um pouco apertados, seus longos cabelos penteados para trás e atado em uma tensa trança, as linhas ao redor de sua boca profundas e cínicas; podia sentir esse calor que se acumulava no seu ventre cada vez que o via. Maldito. - Deus Santo, Capitão, faz mais ou menos meio ano que não o víamos por aqui - disse docemente quando esteve a uns passos de distância. - Já encontrou companhia para a noite? - Sabe muito bem que não participo - respondeu com um grunhido. Nem sequer se incomodou em olhá-la, a pesar do decote de seu brilhante vestido dourado e negro. Seus mamilos estavam maquiados de vermelho e apareciam pela borda do decote quadrado, em alarmante contraste entre o tecido negro e sua pele branca. Tinha o olhar de todos os homens na sala, menos o dele. O que só a chateava mais. - Mas, claro. Que tola por ter me esquecido - debaixo da máscara sorria ao mesmo tempo que tentava soar arrependida. Inclinou-se sobre ele a modo de confidência. - Mas sabe, também posso lhe conseguir moços, se isso lhe interessar. Então girou seu rosto e o olhar de seus olhos azuis, os s ...

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