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Romance real

Livro: Romance real Página 3

Autor - Fonte: Nora Roberts

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... stas sobre a cama, ela viu o doutor fazer si¬nais ao outro homem. Uma forte onda de náusea brotou em seu estômago. Estava morna e seca, percebeu. Morna, seca e vazia. Tinha um corpo e estava cansado. Mas dentro do cor¬po havia um vácuo. Sua voz soou surpreendentemente forte quando voltou a falar. Ambos os homens atenderam-na ao mesmo tempo. — Não sei onde estou. - sob a mão do médico seu pulso acelerou e então voltou a se normalizar. — Não sei quem sou. — Passou por uma experiência terrível, minha querida. - murmurou com ternura o doutor, enquanto seu cérebro dispa¬rava. Especialistas, pensou. Se ela não recuperasse a memória dentro de 24 horas, precisaria de cuidados especiais. — Não se lembra de nada? - perguntou o outro homem. Com sua postura empertigada e os olhos cansados pela falta de sono, olhou para baixo e a fitou. Atordoada e lutando contra o medo, ela começou a tentar se erguer. O médico murmurou algo e a acomodou de volta nos travesseiros. Então, lembrou-se de estar correndo, da tem¬pestade, da escuridão, luzes que surgiram à sua frente. Cerran¬do as pálpebras com força, lutou para manter a compostura, sem saber por que aquilo era tão importante. Sua voz ainda era forte, mas dolorosamente oca quando abriu a boca para falar mais uma vez. — Não sei quem sou. Alguém pode me dizer? — Depois que descansar um pouco mais. - começou o doutor, mas o outro homem o cortou com apenas um olhar. E um olhar, que ela percebeu à primeira vista, arrogante e do¬minador. — Você é minha filha. - disse ele, pegando a mão dela mais uma vez e segurando-a com firmeza. Até mesmo as luzes trêmulas haviam cessado. — É Vossa Alteza sereníssima Gabriella de Cordina. Pesadelo ou conto de fadas?, ela desejou saber, enquanto o encarava. Seu pai? Vossa Alteza sereníssima? Cordina. Pen¬sou ter reconhecido o nome e até gostou dele, mas que conver¬sa era aquela sobre realeza? Quando começava a repudiá-lo, contemplo ...
-lhe a face. Aquele homem não mentiria. Tinha uma expressão impassível, mas os olhos estavam tão repletos de emoção, que a atraíam, até mesmo desmemoriada. — Se sou uma princesa. - começou e o tom reservado de sua voz causou um flash de emoção na face do homem. Diver¬são?, ela desejou saber. — Isso faz do senhor um rei? Ele quase sorriu. Talvez o trauma tivesse lhe confundido a memória, mas ela ainda era a sua Brie. — Cordina é um principado. Sou o príncipe Armand. Você é minha filha primogênita. Tem dois irmãos, Alexander e Bennett. Pai e irmãos. Família, raízes. Nada a fazia recordar. — E a minha mãe? Dessa vez foi capaz de ler a expressão no rosto do homem com extrema facilidade; dor. Armand caminhou pelo corredor com seu passo rápido e treinado, enquanto um membro da Guarda Real o seguia de perto. Queria apenas ficar só. Deus, tudo que desejava era trancafiar-se em algum lugar fechado. Lá, poderia liberar um pouco da tensão e angústia que o oprimia. Sua filha, seu te¬souro, quase a havia perdido. E agora que a tinha de volta, fitava-o como se ele fosse um estranho. — Morreu quando você estava com 20 anos. Desde então você passou a ser minha anfitriã oficial, assumindo os deveres que eram dela. Brie. - o tom formal e imparcial amoleceu. — Nós a chamamos de Brie. - dizendo isso, virou-lhe a mão direita para cima, de modo que o anel de safiras e diamantes brilhasse em sua direção. — Presenteei-a com isto no seu vi¬gésimo primeiro aniversário, quase quatro anos atrás. Ela olhou a jóia e a mão forte e bonita que segurava a sua. Não se lembrava de nada. Mas sentia. Confiança. Quando voltou a erguer os olhos, esboçou um meio sorriso. — Tem um excelente gosto, Vossa Alteza. O homem sorriu e ela imaginou que o pai estava prestes a chorar. Assim como ela. — Por favor. - disse para o bem de ambos. — Estou muito cansada. — Sim, claro. - o médico deu-lhe uma palmadinha de leve n ...

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Comentários:
anny gabrielly: Bonito esse romance..
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