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VÍDEO: É O FIM DO MUNDO OU O COMEÇO

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Prova de ternura

Livro: Prova de ternura Página 2

Autor - Fonte: Amanda Lee

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...da de sua fantasia e Diana deu um pulo. — Você já fez isso antes? — perguntou ele, seguindo-a. Sem ter certeza sobre a que ele se referia, se a seus comentários provocantes ou ao fato de estar vestida como um palhaço, Diana escondeu-se atrás de uma atitude fria e profissional, dizendo apenas: — Por favor, entre e escolha um lugar. A palestra começará em alguns minutos. Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Diana virou-se e voltou à cata de outros espectadores. Mas sua mente estava em tal confusão que ela mal podia prestar atenção às pessoas que passavam à sua frente. E, justamente naquela manhã, durante a palestra que dera sobre autoprojeção da imagem da mulher no ambiente de trabalho, comentara a falta de sensibilidade do homem no que dizia respeito à mulher, na medida em que eles consideravam todas como um provável caso amoroso. Alguém na sala comentara como, realmente, toda vez que uma mulher procurava um homem no ambiente de trabalho, ele considerava aquilo como uma insinuação. Com base naquelas palavras, o debate prosseguira animado pelo resto da manhã. No almoço, comentara com outras colegas de trabalho sua atividade para o período da tarde e elas lhe sugeriram fazer uma pequena pesquisa sobre relacionamentos entre homens e mulheres. Primeiro, achara que aquela era uma idéia maluca, mesmo para ela. Mas finalmente concordara em ao menos experimentar. Agora arrependia-se francamente por ter tentado. Começara a conversa com Blak...
tendo em vista sua pesquisa. Mas logo percebera que aquilo não era apenas uma pesquisa imparcial. Assim que o vira, sentira uma súbita atração por aqueles traços bem-feitos, pelos ombros e pelo sorriso espontâneo. Seu tipo atlético a fazia imaginar que ele provavelmente combinaria mais com um campo de futebol do que com uma sala de conferências, ou com roupas esportivas em vez de ternos caros e perfeitamente ajustados ao corpo. Mas, definitivamente, ele não era o tipo de homem que precisasse de roupas especiais para ficar atraente, pois qualquer coisa nele, inclusive o nariz, um pouco arqueado, transpirava a masculinidade. Diana queria saber mais sobre aquele homem, onde morava, o que fazia para a Computadores Galaxy, ou mesmo se estava realmente interessado nela. Por isso, ao contrário do que teria feito com qualquer outro estranho, o mantivera falando. De alguma forma, uma palavra levara a outra. Enfim, escondida sob a fantasia de palhaço, deixara a conversa ir longe demais, e agora não sabia o que fazer. Naquele momento, Jim Williams subiu ao palco. Depois de se apresentar, deu as boas-vindas aos participantes: — Esta palestra aborda as mais modernas teorias sobre como gerenciar um negócio. Estou especialmente satisfeito ao ver todos vocês aqui nesta sala ensolarada. Ele fez uma pausa e olhou para seus auxiliares, vestidos de palhaço, que sorriam com suas imensas bocas vermelhas. — Na realidade, esta palestra será muito mais uma experiência do que uma palestra. Aliás, todos devem estar se perguntando por que meus assistentes se vestem como palhaços. Houve um murmúrio na audiência, formada por mais ou menos quarenta homens e mulheres. Assim como todo mundo, Blake voltou os olhos para os seis palhaços, todos vestidos e maquilados da mesma forma. Sem saber o que fazer, Diana abaixou os olhos. Não que tivesse medo do público, muito pelo contrário. Eram os olhos dele que a incomodavam. Jim Williams começou a responder à própria pergunta: — Além do motivo óbvio de chamar a atenção de vocês para a nossa palestra, também pretendia dizer com isso que todos nós, da mesma forma que os palhaços, estamos escondidos por trás de máscaras. Todos nós temos uma imagem que queremos projetar para o mundo. Isto não é necessariamente ruim. Na realidade, isto pode ser muito estimulante. — Jim olhou de modo convincente para a platéia e continuou: — Se você pensa em si mesmo como um homem ou uma mulher bem-sucedida e eficiente, então os outros se sentirão predispostos a ver esta imagem em você. Mas a imagem não pode nos tornar pessoas criativas. E como só podemos nos ver agindo de determinada forma, temos a tendência de não perceber soluções alternativas para os problemas. Quantas vezes vocês viram uma secretária à frente de um quadro-negro tentando apresentar uma solução? Ou quantas vezes viram o presidente da companhia almoçando na cantina da firma, conversando animadamente com seus empre...
que uma palestra. Aliás, todos devem estar se perguntando por que meus assistentes se vestem como palhaços. Houve um murmúrio na audiência, formada por mais ou menos quarenta homens e mulheres. Assim como todo mundo, Blake voltou os olhos para os seis palhaços, todos vestidos e maquilados da mesma forma. Sem saber o que fazer, Diana abaixou os olhos. Não que tivesse medo do público, muito pelo contrário. Eram os olhos dele que a incomodavam. Jim Williams começou a responder à própria pergunta: — Além do motivo óbvio de chamar a atenção de vocês para a nossa palestra, também pretendia dizer com isso que todos nós, da mesma forma que os palhaços, estamos escondidos por trás de máscaras. Todos nós temos uma imagem que queremos projetar para o mundo. Isto não é necessariamente ruim. Na realidade, isto pode ser muito estimulante. — Jim olhou de modo convincente para a platéia e continuou: — Se você pensa em si mesmo como um homem ou uma mulher bem-sucedida e eficiente, então os outros se sentirão predispostos a ver esta imagem em você. Mas a imagem não pode nos tornar pessoas criativas. E como só podemos nos ver agindo de determinada forma, temos a tendência de não perceber soluções alternativas para os problemas. Quantas vezes vocês viram uma secretária à frente de um quadro-negro tentando apresentar uma solução? Ou quantas vezes viram o presidente da companhia almoçando na cantina da firma, conversando animadamente com seus empregados, em vez de almoçar num elegantíssimo restaurante para executivos? Conforme Williams falava, os palhaços procuravam caricaturar as situações. — Agora vamos nos dividir por temas — continuou Jim. — Cada grupo tratará de um tema por vinte minutos e depois analisaremos em conjunto as soluções encontradas. Cada pessoa recebeu um número de um a seis. Blake recebera o número três, enquanto Diana segurava um grande cartaz com o número seis. Ignorando as regras do jogo, Blake se aproximou de Diana, que estava concentrada em arrumar as cadeiras em círculos. Quando ela finalmente levantou a cabeça e encontrou os seus olhos acinzentados, encarou-o espantada: — Você devia estar no grupo número três! — Eu sei, mas pensei que aqui você poderia me adotar como seu décimo discípulo. Espantada, Diana lembrou-o: — Aquele diálogo que tivemos na entrada foi apenas uma forma de convencê-lo a entrar. Agora você deveria obedecer às regras do debate. — Mas você me fez um convite pessoal! — Nunca deveria levar um palhaço ao pé da letra. O resto do grupo praticamente já se acomodara e ouvia a discussão com grande interesse. Para não chamar mais a atenção, Diana resolveu ceder. Naquela altura, Blake já puxara uma cadeira e se acomodara ao círculo. Quando todos estavam devidamente acomodados, Diana começou a delinear o problema com que iriam trabalhar, utilizando-se de um tom de voz o mais profissional possível. Mas antes que ela pude...
gados, em vez de almoçar num elegantíssimo restaurante para executivos? Conforme Williams falava, os palhaços procuravam caricaturar as situações. — Agora vamos nos dividir por temas — continuou Jim. — Cada grupo tratará de um tema por vinte minutos e depois analisaremos em conjunto as soluções encontradas. Cada pessoa recebeu um número de um a seis. Blake recebera o número três, enquanto Diana segurava um grande cartaz com o número seis. Ignorando as regras do jogo, Blake se aproximou de Diana, que estava concentrada em arrumar as cadeiras em círculos. Quando ela finalmente levantou a cabeça e encontrou os seus olhos acinzentados, encarou-o espantada: — Você devia estar no grupo número três! — Eu sei, mas pensei que aqui você poderia me adotar como seu décimo discípulo. Espantada, Diana lembrou-o: — Aquele diálogo que tivemos na entrada foi apenas uma forma de convencê-lo a entrar. Agora você deveria obedecer às regras do debate. — Mas você me fez um convite pessoal! — Nunca deveria levar um palhaço ao pé da letra. O resto do grupo praticamente já se acomodara e ouvia a discussão com grande interesse. Para não chamar mais a atenção, Diana resolveu ceder. Naquela altura, Blake já puxara uma cadeira e se acomodara ao círculo. Quando todos estavam devidamente acomodados, Diana começou a delinear o problema com que iriam trabalhar, utilizando-se de um tom de voz o mais profissional possível. Mas antes que ela pude...

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Comentários:
Mônica borges: E bom mais ficou inacabado o final..
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