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VÍDEO: É O FIM DO MUNDO OU O COMEÇO

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Mensageiro do Desejo

Livro: Mensageiro do Desejo Página 2

Autor - Fonte: Diana Hamilton

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...como totalmente absurdo. Convidar Gerald a entrar depois do jantar fora a última coisa que lhe passara pela cabeça. Porém, com o estranho de olhar frio ouvindo cada palavra no restaurante, não conseguira dizer ao amigo o que sentia, da forma como desejava. Gerald tentara abraçá-la no momento em que a porta do apartamento se fechara atrás deles, mas ela escapou para fazer um café, enquanto ele a seguia até a cozinha, como à espera de uma recompensa. – Eu lhe ofereci um café para que pudéssemos conversar em paz. Preciso fazê-lo entender que jamais existirá algo entre nós, exceto amizade, naturalmente, e uma boa relação de trabalho. Nada, além disso! – Quero me casar com você – repetiu ele, com modos repentinamente bruscos. Hannah colocou as xícaras e o creme sobre a bandeja, com os lábios trêmulos, lutando para manter a calma. – Casamento está fora de cogitação. – O que tem contra? Seguiu-a, enquanto ela carregava a bandeja para a sala de estar. Recostou-se contra o batente da porta, observou-a colocar a bandeja sobre a lareira e ligar o acendedor elétrico na tentativa de expulsar o frio, que provinha mais de seu interior do que da temperatura ambiente. – Nada. Desde que seja com a pessoa certa. – Você é frígida? Homossexual? – perguntou, fechando a porta da cozinha com um enorme estrondo. – Nenhum dos dois – respondeu, virando a cabeça para que ele não notasse a repentina palidez e a maneira como suas mãos tremiam....
Por duas vezes ela quase se casara, embora da primeira vez só tivesse dezenove anos e, provavelmente, só ela se lembrava. Mas com Eden fora diferente, e se ela lhe contasse o que acontecera, talvez Gerald entendesse por que não desejava mais se envolver afetivamente. – Estive noiva de Eden Wilmott não faz muito tempo – disse a Gerald, estendendo-lhe a xícara de café. – O medo como tudo aconteceu, tirou-me para sempre a vontade de casar. – Wilmott? – repetiu ele, franzindo a testa, como se buscasse algo na memória. – Joyce mencionou algo. Ele não escreveu um best seller? – Exato. Seu primeiro livro. Eu supervisionava tudo para que ele pudesse escrever o segundo livro. Pegou a xícara de café e caminhou pela sala, recordando quão difícil Eden achara o trabalho, como tentara ajudá-lo e o quanto Eden parecia dependente dela. E isso para Hannah, mulher de natureza generosa, a fazia sentir-se bem. – E daí, o que aconteceu? – quis saber Gerald, estirando-se numa poltrona, com um trejeito de descontentamento na boca. Hannah deu de ombros. – O de sempre. Só que não acontecera nada de comum. O crescente envolvimento com Eden a fizera sentir-se segura demais. Seus sentimentos por ele não eram tão fortes quanto os do breve relacionamento com Edward Sage. Fez uma careta quando se lembrou que Lottie, a mãe de Eden, lhe dissera que o filho precisava se casar e ter uma companheira que cuidasse dele. Pois seu irmão mais velho, Donald, era um rapaz auto-suficiente, mas sem nenhuma iniciativa comercial. Certa vez Hannah perguntara: – Onde está Donald? Quero conhecê-lo. Eden se irritara pela primeira vez com ela e afastara-se, dando de ombros. – Em Hong Kong. A negócios. No que me diz respeito, pode ficar lá para sempre, pois em se tratando de mulheres, quero que mantenha distância da minha. Então devia ser do tipo conquistador, concluiu Hannah. Já estava saturada de machões e mulherengos. Sentia-se segura com Eden. Segura o suficiente para acreditar que um casamento com ele repetiria a calma perfeição do casamento de seus pais. Ambos estavam mortos. Eram um casal adorável, dedicado, e Hannah ainda sentia saudade do amor desprendido que eles lhe davam. – E que diabos significa esse “o de sempre”? – Gerald voltou u interrogá-la. As palavras de Gerald interromperam seus devaneios, lembrando de onde estava. Recostou-se no sofá, e com os olhos arregalados percebeu que só agora entendia o que acontecera. A mesma verdade que tão profundamente a chocara quando se defrontou com ela alguns meses antes do casamento. – Ele tinha problemas – disse-lhe com voz sufocada, emitindo cada palavra com cuidado. – Tentei ajudá-lo de todas as maneiras que conhecia, mas, quanto mais tentava, mais ele se ressentia comigo. Por fim, tive de romper o noivado. Isso me ensinou a jamais colocar minha felicidade nas mãos de qualquer homem. – Deu-lhe uma fobia total, parece. Bem, as fobias têm cura. –...
paz auto-suficiente, mas sem nenhuma iniciativa comercial. Certa vez Hannah perguntara: – Onde está Donald? Quero conhecê-lo. Eden se irritara pela primeira vez com ela e afastara-se, dando de ombros. – Em Hong Kong. A negócios. No que me diz respeito, pode ficar lá para sempre, pois em se tratando de mulheres, quero que mantenha distância da minha. Então devia ser do tipo conquistador, concluiu Hannah. Já estava saturada de machões e mulherengos. Sentia-se segura com Eden. Segura o suficiente para acreditar que um casamento com ele repetiria a calma perfeição do casamento de seus pais. Ambos estavam mortos. Eram um casal adorável, dedicado, e Hannah ainda sentia saudade do amor desprendido que eles lhe davam. – E que diabos significa esse “o de sempre”? – Gerald voltou u interrogá-la. As palavras de Gerald interromperam seus devaneios, lembrando de onde estava. Recostou-se no sofá, e com os olhos arregalados percebeu que só agora entendia o que acontecera. A mesma verdade que tão profundamente a chocara quando se defrontou com ela alguns meses antes do casamento. – Ele tinha problemas – disse-lhe com voz sufocada, emitindo cada palavra com cuidado. – Tentei ajudá-lo de todas as maneiras que conhecia, mas, quanto mais tentava, mais ele se ressentia comigo. Por fim, tive de romper o noivado. Isso me ensinou a jamais colocar minha felicidade nas mãos de qualquer homem. – Deu-lhe uma fobia total, parece. Bem, as fobias têm cura. – Ficou de pé e sua voz era seca. – Isso deve ter acontecido enquanto eu estava nos Estados Unidos, antes de vir juntar-me a papai na agência. E por que ele dispensou nossos trabalhos? Encontrou outro agente? Você teve alguma influência sobre isso? – Não. – Os olhos cor de esmeralda de Hannah estavam sem brilho. – Ele morreu num acidente de automóvel uma noite antes do dia que fora marcado para nos casarmos. Hannah procurava combater o complexo de culpa a respeito disso desde que soubera que ele dirigia estupidamente bêbado naquela noite fatídica. Não teria falhado? O que mais poderia ter feito? Tentara de tudo para ajudá-lo. E não se sentia culpada, dizia com desespero para si mesma, enquanto observava Gerald caminhar pelo apartamento. Triste, sim; particularmente por seus pais. pelo talento perdido. Mas não culpada! Hannah programara o relógio para despertar às quatro e meia, mas se levantou antes disso. Rolou para fora da cama e dirigiu-se ao banheiro. Tomou banho e vestiu um conjunto de seda cor de vinho, confortável para se viajar, e trançou seus fartos cabelos numa única trança. Um mínimo de maquilagem e estava pronta para o desjejum: leite e uma maçã. Pouco antes das cinco e meia ouviu o som de um carro aproximando-se pela rua silenciosa, seguido, momentos depois, de um duplo toque na campainha de sua porta. O táxi chegara. Olhou para o relógio. Dez minutos adiantado. Melhor. Abriu a porta, onde sua mala a aguardava, e o motorist...
Ficou de pé e sua voz era seca. – Isso deve ter acontecido enquanto eu estava nos Estados Unidos, antes de vir juntar-me a papai na agência. E por que ele dispensou nossos trabalhos? Encontrou outro agente? Você teve alguma influência sobre isso? – Não. – Os olhos cor de esmeralda de Hannah estavam sem brilho. – Ele morreu num acidente de automóvel uma noite antes do dia que fora marcado para nos casarmos. Hannah procurava combater o complexo de culpa a respeito disso desde que soubera que ele dirigia estupidamente bêbado naquela noite fatídica. Não teria falhado? O que mais poderia ter feito? Tentara de tudo para ajudá-lo. E não se sentia culpada, dizia com desespero para si mesma, enquanto observava Gerald caminhar pelo apartamento. Triste, sim; particularmente por seus pais. pelo talento perdido. Mas não culpada! Hannah programara o relógio para despertar às quatro e meia, mas se levantou antes disso. Rolou para fora da cama e dirigiu-se ao banheiro. Tomou banho e vestiu um conjunto de seda cor de vinho, confortável para se viajar, e trançou seus fartos cabelos numa única trança. Um mínimo de maquilagem e estava pronta para o desjejum: leite e uma maçã. Pouco antes das cinco e meia ouviu o som de um carro aproximando-se pela rua silenciosa, seguido, momentos depois, de um duplo toque na campainha de sua porta. O táxi chegara. Olhou para o relógio. Dez minutos adiantado. Melhor. Abriu a porta, onde sua mala a aguardava, e o motorist...

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Comentários:
Mary Santos: maravilhoso gostei ,mais pelo o que ele disse sobre ela,ela perdoou ele rapido demais .
Adriana: Na medida certa, bom demais! Mais um romance antigo que vale a pena ler!.
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