Whats: (11)991916085


VÍDEO: É O FIM DO MUNDO OU O COMEÇO

Você está em: Página inicial / Excelentes / Mensageiro do Desejo
Mensageiro do Desejo

Livro: Mensageiro do Desejo

Autor - Fonte: Diana Hamilton

Ir para a página:

...Diana Hamilton Título original: The Wild Side Publicado originalmente em 1988 pela Mills & Boon Ltd. Londres, Inglaterra. Tradução: José Carlos Barbosa dos Santos Copyright para a língua portuguesa: 1989 EDITORA NOVA CULTURAL LTDA. Av. Brigadeiro Faria Lima, 2000 – 3º andar CEP 01452 – São Paulo – SP – Brasil Esta obra foi composta na Editora Nova Cultural Ltda. Impressa na Divisão Gráfica da Editora Abril S.A. Digitalização: Afrodite Resumo: Hannah queria decifrar a mensagem daqueles misteriosos olhos negros. Um envolvimento emocional confuso e dramático fez com que Hannah se afastasse dos homens, decepcionada. Mas, vindo do outro lado do mundo, Waldo irrompeu em sua vida com o impacto de uma explosão. Misterioso e algo selvagem, ele mudou suas percepções e a maneira como via a si mesma e o mundo. Porém, Hannah não pretendia se entregar a um homem, para quem as palavras de amor e compromisso eram motivos de ironia e desconfiança. Capítulo I – Três semanas não são uma vida, Gerald. Gerald Orme dizia a Hannah o quanto sentiria sua falta. – Para mim podem ser. Sabe o que sinto por você. Poderia acompanhá-la, mas você não quer. – Não me parece uma boa idéia. Os lábios carnudos de Hannah tremeram, enquanto seus dedos balançavam o copo de vinho sobre a toalha de linho da mesa. Gerald transformara um simples jantar em algo elegante e fino. Obviamente ele não pensava em encerrar a noite na porta de sua c...
sa, depois de um boa-noite. Na verdade, precisava reunir coragem para dizer-lhe que aceitara seu convite para comunicar que, infelizmente, só sentia por ele uma grande amizade. Aceitara se encontrar com ele, ocasionalmente, porque era menos desgastante do que recusar seus convites, mas nunca o estimulara a ir mais além do que uma amizade permitiria. E, agora que iria sair de férias por três semanas, a ocasião para esclarecer tudo entre eles se apresentara. – Invejo você, deitada, sozinha, numa praia ensolarada. Será presa fácil dos conquistadores. – A expressão de seus olhos castanho-claros mostrava um tom agressivo. Hannah disse em tom irônico: – Como sabe, Marrakesh não fica na costa, e passarei a maior parte de meu tempo nas pistas de esqui do Atlas. – De qualquer forma. – disse Gerald, zangado. – Ainda não vejo por que não posso ir com você. Quero-a comigo o tempo todo. Quero casar-me com você. – Gerald, por favor. De repente, Hannah ficou desesperada para voltar para casa. A noite fora um desastre. Jamais deveria ter aceitado o convite para jantar com ele. Ainda que ele não tivesse tentado nada. Mas Gerald estava se tornando insistente e usava o trabalho como desculpa para se aproximar dela. Gostava do que fazia na Agência Literária Orme. Era uma empresa próspera dirigida por Roger Orme, pai de Gerald. E este se tornara seu braço direito. Mas Gerald começava a irritá-la. Apesar de ser uma companhia agradável, um bom colega de trabalho. Tinha vinte e quatro anos, mas comportava-se de modo imaturo. Hannah sentia-se infinitamente mais madura do que ele. Seus olhos verdes mostravam chispas de irritação enquanto lutava para encontrar as palavras certas. Precisava convencê-lo de uma vez por todas que não se interessava por ele daquela forma. Mas não desejava fulminá-lo com palavras. Tinha de trabalhar com ele e, além disso, não gostaria de magoá-lo. Ao virar seu rosto para que a tristeza de seu olhar não a fizesse fraquejar, fazendo-a dizer algo que soasse como uma esperança, seus olhos percorreram o discreto e elegante restaurante, sendo atraídos quase que imediatamente para um homem que sentava sozinho na mesa vizinha. Durante um momento fitaram-se, até que os longos cílios negros de Hannah se abaixaram, desviando o olhar, sentindo o rubor cobrir a palidez de sua pele clara. Já se acostumara aos olhares masculinos que vagueavam por seu rosto delicado, seus cabelos negros ondulados, as formas graciosas de seu corpo. Crescera acostumada a isso e os ignorava sem receio. Porém sentiu dificuldade de fazer o mesmo com aquele homem elegante, moreno, com ar insinuante. Quando seus olhos se encontraram, sentiu-se imersa nas profundezas escuras de seu olhar e soube, instintivamente, que ele a observava durante um bom tempo e que ela não lhe era estranha. Esse pensamento desconcertou-a. Tomava sua refeição sozinho, e a única falha do restaurante era a proximidade demasiada das mesas....
e trabalho. Tinha vinte e quatro anos, mas comportava-se de modo imaturo. Hannah sentia-se infinitamente mais madura do que ele. Seus olhos verdes mostravam chispas de irritação enquanto lutava para encontrar as palavras certas. Precisava convencê-lo de uma vez por todas que não se interessava por ele daquela forma. Mas não desejava fulminá-lo com palavras. Tinha de trabalhar com ele e, além disso, não gostaria de magoá-lo. Ao virar seu rosto para que a tristeza de seu olhar não a fizesse fraquejar, fazendo-a dizer algo que soasse como uma esperança, seus olhos percorreram o discreto e elegante restaurante, sendo atraídos quase que imediatamente para um homem que sentava sozinho na mesa vizinha. Durante um momento fitaram-se, até que os longos cílios negros de Hannah se abaixaram, desviando o olhar, sentindo o rubor cobrir a palidez de sua pele clara. Já se acostumara aos olhares masculinos que vagueavam por seu rosto delicado, seus cabelos negros ondulados, as formas graciosas de seu corpo. Crescera acostumada a isso e os ignorava sem receio. Porém sentiu dificuldade de fazer o mesmo com aquele homem elegante, moreno, com ar insinuante. Quando seus olhos se encontraram, sentiu-se imersa nas profundezas escuras de seu olhar e soube, instintivamente, que ele a observava durante um bom tempo e que ela não lhe era estranha. Esse pensamento desconcertou-a. Tomava sua refeição sozinho, e a única falha do restaurante era a proximidade demasiada das mesas. De costas para ele, Hannah brindava-o com as linhas graciosas de um ombro à mostra, com a tez macia de sua pele acetinada exposta pelo decote do vestido de seda vermelho-fulvo. Começou a aborrecer-se, sentia-se incomodada, como se o toque de seus olhos negros a queimasse. Com certeza, ouvira por acaso a conversa de ambos, e talvez achara graça no que pode ter entendido como uma briga de namorados. Contudo não havia nenhum ar de brincadeira no olhar que sustentara o dela; somente um frio desdém. Deixando de lado o estranho efeito que o mesmo exercera sobre sua mente, sorriu para Gerald, demonstrando cansaço. – Gostaria de ir para casa agora. – Observou-o enquanto ele, com o rosto enrubescido, pedia a conta. Já em casa, Hannah tinha a inquietação estampada em cada linha do corpo alto e gracioso. Seus olhos olhavam sem ver a suave decoração em tons leves de verde e cinza, as peças de mobiliário antigo que colecionara durante o tempo que ali vivia, a cabiúna e o mogno antigos combinando-se harmoniosamente com as poltronas de vime revestidas de azul-pavão. Desde que Gerald a deixara, havia uma hora, estivera ocupada fazendo as malas, telefonando para o serviço de táxis para certificar-se de que estariam lá na hora certa pela manhã, às cinco e meia em ponto. Esquentara uma xícara de leite, mas ainda não encarava a idéia de ir para a cama; sentia-se muito nervosa, como se algo ou alguém estivesse à espreita na esquina, um sentimento que reconhecia...
De costas para ele, Hannah brindava-o com as linhas graciosas de um ombro à mostra, com a tez macia de sua pele acetinada exposta pelo decote do vestido de seda vermelho-fulvo. Começou a aborrecer-se, sentia-se incomodada, como se o toque de seus olhos negros a queimasse. Com certeza, ouvira por acaso a conversa de ambos, e talvez achara graça no que pode ter entendido como uma briga de namorados. Contudo não havia nenhum ar de brincadeira no olhar que sustentara o dela; somente um frio desdém. Deixando de lado o estranho efeito que o mesmo exercera sobre sua mente, sorriu para Gerald, demonstrando cansaço. – Gostaria de ir para casa agora. – Observou-o enquanto ele, com o rosto enrubescido, pedia a conta. Já em casa, Hannah tinha a inquietação estampada em cada linha do corpo alto e gracioso. Seus olhos olhavam sem ver a suave decoração em tons leves de verde e cinza, as peças de mobiliário antigo que colecionara durante o tempo que ali vivia, a cabiúna e o mogno antigos combinando-se harmoniosamente com as poltronas de vime revestidas de azul-pavão. Desde que Gerald a deixara, havia uma hora, estivera ocupada fazendo as malas, telefonando para o serviço de táxis para certificar-se de que estariam lá na hora certa pela manhã, às cinco e meia em ponto. Esquentara uma xícara de leite, mas ainda não encarava a idéia de ir para a cama; sentia-se muito nervosa, como se algo ou alguém estivesse à espreita na esquina, um sentimento que reconhecia...

Ir para a página:
Comentários:
Mary Santos: maravilhoso gostei ,mais pelo o que ele disse sobre ela,ela perdoou ele rapido demais .
Adriana: Na medida certa, bom demais! Mais um romance antigo que vale a pena ler!.
Deixe aqui seu comentário sobre este livro:
Nome:
Comentário:

WhatsApp: (11) 9 9191 6085
Busca Google